VIOLÊNCIA CONTRA MULHER
Agressor de mulher que usou sinal universal de socorro é preso após apedrejar casa da vítima
Homem foi detido novamente após atacar residência da família na quarta-feira (5), um dia depois de ter sido liberado pela Justiça sem restrição de proximidade.
O agressor de uma mulher que recorreu ao sinal universal de socorro para pedir ajuda em Pitanga, no Paraná, foi preso novamente após apedrejar a casa da família da vítima. A decisão de prendê-lo ocorreu na quinta-feira (6), motivada pelo descumprimento de ordem judicial e novas ameaças perpetradas após a soltura do suspeito.
O caso ganhou repercussão na segunda-feira (3), quando o homem invadiu a residência da mulher e a agrediu com socos, chutes e um cabo de vassoura. Sob coação, a vítima foi obrigada a se deslocar até a casa de seu atual namorado, momento em que realizou o gesto de socorro — que consiste em manter a palma da mão para fora, dobrar o polegar e fechar os outros quatro dedos — para pedestres que passavam pelo local. A ação permitiu que testemunhas a resgatassem e acionassem a Polícia Militar (PM).
Após ser detido em flagrante, o homem passou por audiência de custódia na terça-feira (4). Na ocasião, o Ministério Público (MP) solicitou a liberdade do agressor, que foi acatada pela Justiça. Embora medidas cautelares tenham sido impostas, não houve determinação de distanciamento, permitindo que o agressor retornasse à residência da vítima na quarta-feira (5) para apedrejar o imóvel e danificar o veículo da mulher.
A fragilidade da primeira decisão judicial impôs uma revitimização severa à mulher. A ausência de uma proibição de contato ou aproximação direta colocou a segurança da vítima em risco imediato, forçando-a a buscar uma nova medida protetiva. O delegado William Gama Assunção detalhou que a agressão original foi motivada por ciúmes, reforçando o padrão de comportamento controlador do agressor.
Embora possua registros anteriores por violência doméstica e ameaça, o homem é tecnicamente considerado réu primário, pois as denúncias passadas não resultaram em condenações definitivas. O Ministério Público afirmou, via nota, que a dispensa de fiança na primeira audiência foi baseada na avaliação das circunstâncias do caso, mas o órgão não esclareceu os fundamentos específicos para o pedido de soltura que antecedeu os novos ataques.
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