CRIME CONTRA CRIANÇA
Polícia prende advogado Igor Veloso por suspeita de tortura e morte de filho em Palmas
Decisão judicial aponta necessidade de garantia da ordem pública; laudo do IML descartou afogamento e revelou sinais de agressão e violência sexual.
A Polícia Civil do Tocantins efetuou a prisão do advogado Igor Veloso, suspeito de torturar e assassinar seu filho de três anos, Gustavo, em Palmas. A detenção ocorreu na madrugada, enquanto o suspeito e sua companheira estavam na residência de um amigo, na região norte da cidade.
As investigações ganharam contornos trágicos na segunda-feira (3), quando Igor Veloso compareceu a uma delegacia alegando que a criança havia se afogado em uma piscina no dia anterior. Contudo, o laudo pericial realizado pelo IML refutou a versão de afogamento. O exame constatou que o menino faleceu em decorrência de agressões severas e violência sexual, evidenciando um cenário de crueldade que chocou a comunidade local.
O delegado Eduardo Menezes, responsável pelo caso, destacou a gravidade da violência imposta à criança. Segundo a autoridade policial, a extensão dos traumas sugere que o sofrimento do menino foi intenso, tornando improvável que a companheira do suspeito, que estava no imóvel, não tivesse conhecimento da ação criminosa. O casal pode responder por homicídio duplamente qualificado e tortura.
A Justiça determinou as prisões preventivas como medida de garantia da ordem pública e prevenção de novos episódios de violência, considerando o histórico de ameaças de Igor Veloso. Em 2023, a mãe de Gustavo, Sabrina da Silva Feitosa, chegou a registrar denúncias contra o ex-marido, que incluíam ameaças explícitas à sua integridade física.
A advogada Stella Bueno, que representa a mãe, ressaltou que Sabrina foi compelida judicialmente a permitir a convivência da criança com o pai, sob o receio de configurar alienação parental. Em um vídeo gravado pouco antes da visita, o próprio Gustavo relatou à mãe que sofria agressões.
A defesa do casal afirmou que mantém a colaboração com as investigações. Quanto à companheira do advogado, os advogados informaram que receberam a prisão preventiva com surpresa, alegando que ela possui um bebê de cinco meses e que pleitearão a conversão para prisão domiciliar.
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