VIOLÊNCIA DIGITAL EXPOSTA
A luta de Paolla Oliveira contra o uso indevido de sua imagem por deepfakes
Estudo do Netlab da UFRJ revela centenas de montagens pornográficas usando o rosto da atriz; caso ilustra a vulnerabilidade de mulheres e adolescentes.
A proliferação de fotos, vídeos e falas manipulados digitalmente transformou a internet em um terreno fértil para a violência de gênero, atingindo a dignidade de mulheres e meninas de forma sem precedentes. O fenômeno, que utiliza tecnologias de fácil acesso para criar conteúdos falsos ultrarrealistas, impõe consequências devastadoras na vida das vítimas, cuja intimidade é violada por montagens que nunca existiram na realidade.
A atriz Paolla Oliveira é um dos principais alvos desse cenário de exposição forçada. Um estudo realizado pelo Netlab, da UFRJ, identificou 198 anúncios falsos utilizando a imagem da artista em pouco mais de três meses. A investigação detalha que quase a totalidade desses materiais direcionava usuários a grupos fechados em aplicativos de mensagens, onde centenas de deepfakes de cunho pornográfico eram comercializados.
Embora a visibilidade de Paolla Oliveira evidencie a dimensão do problema, a prática criminosa não se restringe a figuras públicas. A reportagem do Fantástico revela como mulheres anônimas e adolescentes têm suas trajetórias atravessadas pela criação e circulação desses conteúdos sexuais falsos, que desestabilizam carreiras e a saúde mental das afetadas.
Para aprofundar o debate sobre o impacto dessa tecnologia, a repórter e produtora Esther Radaelli dedica o novo episódio do podcast Isso é Fantástico a uma conversa direta com a atriz sobre as medidas necessárias para combater essa modalidade de crime digital.
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