SAÚDE MENTAL EM FOCO

Falta de ar em crises de ansiedade: entenda o papel da respiração rápida

Homem branco de cabelos pretos com a mão no peito representando crise de ansiedade
Imagem ilustrativa de homem com crise de ansiedade - Metrópoles

Especialista da UFRJ e da ANM explica como o padrão respiratório intensifica a sensação de sufocamento e o medo durante episódios agudos de pânico.

A falta de ar relatada por indivíduos durante crises de ansiedade não decorre de doenças pulmonares ou cardíacas, mas sim de uma alteração no padrão respiratório que intensifica o sofrimento emocional. O fenômeno foi detalhado por especialistas no domingo, 12/07/2026, como um mecanismo fisiológico que pode amplificar o medo e a angústia extrema ao manter o corpo em estado de alerta permanente.

Segundo o professor de psiquiatria Antonio Egidio Nardi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o sintoma surge quando a respiração se torna rápida e superficial. Essa mudança mecânica provoca uma cascata de reações, incluindo tontura, pressão no peito e a sensação agonizante de sufocamento.

"O organismo permanece em estado de alerta. Quanto maior o medo provocado pelos sintomas, maior pode ser a intensidade da crise", esclarece Antonio Egidio Nardi, que também preside a Academia Nacional de Medicina (ANM) e dedica-se há anos ao estudo da relação entre a respiração e a síndrome do pânico.

O quadro clínico costuma ser súbito. Conforme o especialista, o pico de uma crise de ansiedade ocorre geralmente nos primeiros dez minutos, com uma duração total estimada entre 20 a 30 minutos. Durante esse período, o paciente pode apresentar tremores, ondas de frio ou calor, palpitações e o medo iminente de perder o controle ou falecer.

O conhecimento técnico sobre esse processo é fundamental para que o paciente consiga distinguir a falta de ar emocional de situações de risco real que exijam assistência médica imediata. A compreensão da fisiologia da crise permite um maior controle sobre a resposta do corpo ao medo.

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