PESQUISA NACIONAL

52% dos brasileiros discordam que designar facções como terroristas ameace o Pix, aponta Ipsos-Ipec

Gráfico de pesquisa mostrando a opinião dos brasileiros sobre a ameaça ao Pix e segurança pública.
Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta sexta-feira (26) sobre a percepção da população brasileira acerca da decisão dos Estados Unidos.

Levantamento Ipsos-Ipec divulgado nesta sexta-feira (26) revela que a maioria da população não vê risco para o Pix com a decisão dos Estados Unidos de classificar grupos criminosos como terroristas.

A maior parte da população brasileira, especificamente 52%, discorda da afirmação de que a decisão do governo dos Estados Unidos em designar facções criminosas como grupos terroristas vá ameaçar o Pix. Essa constatação integra a pesquisa Ipsos-Ipec, divulgada nesta sexta-feira, 26/06/2026.

Dentro do grupo que expressa discordância, 39% dos entrevistados afirmam discordar totalmente da ideia de que o sistema de pagamentos instantâneos sofra ameaças, enquanto 13% declaram discordar em partes.

Em contrapartida, a parcela da população que concorda com a possibilidade de ameaça ao Pix soma 33%. Desse total, 12% concordam em partes com essa perspectiva, e 21% discordam totalmente.

Em outra frente, o levantamento aponta que 48% dos brasileiros concordam com a afirmação de que a medida adotada pelos Estados Unidos contribuirá para a melhoria da segurança pública no Brasil. Por outro lado, 41% discordam dessa hipótese.

O estudo também abordou a percepção sobre a autonomia nacional em relação à medida. Segundo o levantamento, 54% dos brasileiros acreditam que a ação norte-americana configura uma interferência em assuntos internos do Brasil. Apenas 35% discordam dessa visão.

Questionados sobre o impacto da classificação de facções como grupos terroristas para os moradores de comunidades controladas por organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), a maioria dos entrevistados concorda que essa medida coloca em risco a população residente nessas áreas. Detalhes adicionais sobre este ponto podem ser consultados no gráfico apresentado na pesquisa.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre os dias 13 e 17 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto Ipsos-Ipec.

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