ACORDO DE COLABORAÇÃO

Polícia Federal adia reunião com defesa de Daniel Vorcaro e mantém análise de acordo

Fachada da sede da Polícia Federal.
Sede da Polícia Federal em Brasília.

Reunião com ex-dono do Banco Master foi remarcada para a semana seguinte. PF busca analisar detalhes de material apresentado antes de avançar.

A Polícia Federal (PF) desmarcou a reunião que estava agendada para esta quarta-feira (03/06/2026) com a defesa de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. O encontro, que visava o avanço nas tratativas para um acordo de colaboração premiada, foi adiado para a semana seguinte. A decisão, tomada pela PF, atende à necessidade de analisar detalhadamente todo o material apresentado pelo ex-banqueiro antes de qualquer negociação formal.

A analista de Política Larissa Rodrigues informou que a PF está imersa na análise do material entregue. A documentação precisa ser minuciosamente verificada pelos investigadores e delegados da força-tarefa responsável pelo caso. A expectativa é que uma decisão sobre o aceite ou rejeição da nova proposta de colaboração seja comunicada até o dia 12 de junho, segundo apuração do analista de Política Matheus Teixeira.

A reunião remarcada, que ocorreria na quarta-feira (03/06/2026), foi cancelada para garantir que a PF tenha acesso completo às informações relatadas por Daniel Vorcaro antes de qualquer contato com a defesa.

Um detalhe que chamou a atenção da PF foi a celeridade com que a defesa apresentou um adendo com informações complementares. A segunda proposta de delação foi entregue na segunda-feira (01/06/2026), e um adendo, na terça-feira (02/06/2026). Esse fato levantou questionamentos sobre o motivo do material não ter sido apresentado integralmente de uma vez, especialmente após o histórico da primeira tentativa de acordo.

A Polícia Federal já havia negado um primeiro esboço de delação de Daniel Vorcaro. Na época, a justificativa foi a ausência de informações cruciais, como nomes de políticos e outras figuras relevantes, além de dados já de conhecimento da própria corporação. Agora, a expectativa da PF é que esta nova versão contenha elementos robustos e contundentes que confirmem as investigações em curso. A instituição reforça que, para a aprovação e encaminhamento à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), são necessárias novidades que corroborem os trabalhos investigativos.

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