OPERACÃO policial
Polícia Civil de São Paulo investiga produtora de filme sobre Bolsonaro por desvio de verba pública
Investigações apontam suspeitas de fraude em licitação, superfaturamento e desvio de recursos públicos em contrato firmado pela Prefeitura de São Paulo.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação para investigar supostas irregularidades em um contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB). A entidade é ligada à produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão de investigar foi tomada após indícios de que recursos públicos podem ter sido desviados. A investigação é importante pois visa garantir a correta aplicação do dinheiro público e a transparência em contratos firmados pelo poder público.
As investigações apuram indícios de fraude em licitação, superfaturamento, pagamentos antecipados e possível desvio de recursos públicos. O contrato em questão previa a instalação e manutenção de pontos de internet Wi-Fi em comunidades da capital paulista. Segundo a apuração, o ICB teria sido a única entidade participante do chamamento público, apesar de não possuir experiência comprovada na área de telecomunicações. A polícia também aponta que os valores pagos pela manutenção dos equipamentos seriam significativamente superiores aos praticados no mercado.
Outro ponto sob escrutínio é o suposto descumprimento das metas estabelecidas no acordo. Embora o contrato previsse a instalação de 5 mil pontos de acesso à internet, apenas 3,2 mil teriam sido implantados. Os investigadores suspeitam ainda que foram realizados pagamentos referentes a equipamentos que não estavam em funcionamento. Há suspeitas de que parte dos recursos recebidos pelo instituto foi transferida para a empresa Go Up Entertainment, controlada por Karina Ferreira da Gama, responsável pela produção do filme Dark Horse.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que está colaborando integralmente com as investigações e afirmou que toda a documentação solicitada pelas autoridades já havia sido disponibilizada anteriormente. A administração municipal também declarou que o programa de Wi-Fi segue funcionando normalmente e que o contrato observou os princípios da legalidade, transparência e economicidade. A gestão do prefeito Ricardo Nunes ressaltou ainda que o chamamento público ocorreu em 2024, antes mesmo do início da produção do filme, e negou irregularidades nos pagamentos realizados. O caso segue sob investigação e poderá resultar em novas diligências para apurar o destino dos recursos públicos e a eventual responsabilidade dos envolvidos.
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