CRIMES FINANCEIROS
Polícia Civil de São Paulo apreende R$ 500 mil em dinheiro e prende operadores do PCC em operação contra esquema bilionário
Carlos Kamalakian e Sandro Calliari foram detidos. Dinheiro foi encontrado em sacos de lixo. Justiça bloqueou mais de R$ 5,2 bilhões em ativos.
A Polícia Civil de São Paulo efetuou, nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, a prisão de Carlos Kamalakian e Sandro Calliari. A ação, batizada de Operação Falsa Las Vegas, desmantela um esquema bilionário de exploração ilegal de apostas e lavagem de dinheiro, com fortes ligações à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Durante a execução dos mandados judiciais, os agentes apreenderam aproximadamente R$ 500 mil em espécie com Sandro Calliari. O montante estava acondicionado em sacos de lixo, escondidos no interior de um veículo, segundo informações obtidas pela reportagem.
A Operação Falsa Las Vegas, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, representa um desdobramento da Operação Falso Mercúrio. A investigação atual volta seus holofotes para empresários, operadores financeiros, empresas de fachada e plataformas de apostas, suspeitos de movimentar recursos provenientes do crime organizado.
As apurações indicam que a plataforma “Aposte Fácil” operava com uma fachada de legalidade, utilizando referências à Loterj e sistemas de pagamento formalizados. Em paralelo, o grupo mantinha a plataforma clandestina “Black Vegas”, hospedada no exterior, responsável pela oferta de jogos ilegais como “Tigrinho” e “Jogo do Bicho”.
A investigação também revelou uma engenhosa estrutura de lavagem de dinheiro, fundamentada em empresas de fachada, contas bancárias pulverizadas e o uso de indivíduos para ocultar patrimônio. De acordo com a Polícia Civil, alguns dos chamados “laranjas” recebiam remuneração mensal apenas para ceder seus documentos pessoais, viabilizando a abertura de empresas e contas bancárias.
Nesta etapa da operação, a Justiça determinou cinco prisões preventivas, deferiu 22 mandados de busca e apreensão, além de autorizar o bloqueio de bens e ativos financeiros que superam R$ 5,2 bilhões. Ao todo, 76 imóveis foram sequestrados pelas autoridades, impactando significativamente a estrutura financeira da organização criminosa.
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