COMBATE AO CRIME
PF e Receita Federal deflagram Operações Sicarius I e II contra contrabando, corrupção e lavagem de dinheiro em sete Estados do País
Ação conjunta da Polícia Federal, Corregedoria da PRF e Receita Federal cumpre 179 mandados judiciais em 12 Estados e visa desarticular organização criminosa transnacional. Movimentação financeira investigada supera R$ 375 milhões.
A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Receita Federal, deflagrou nesta terça-feira, 09/06/2026, as Operações Sicarius I e Sicarius II. O objetivo é desarticular uma organização criminosa transnacional especializada em contrabando de cigarros, importação ilegal de agrotóxicos, falsificação de documentos e placas veiculares, lavagem de dinheiro e corrupção de servidores públicos em sete Estados do País.
As medidas judiciais são cumpridas em diversos municípios do Paraná, como Guaíra, Mandirituba, Piraquara, Fazenda Rio Grande, Cascavel, Ubiratã, Londrina, Maringá e Cianorte, além de Praia Grande (SP), Canelinha (SC), Imaruí (SC), Não-Me-Toque (RS), Nova Andradina (MS), Maracaju (MS), Mundo Novo (MS), Eldorado (MS), Jandaia (GO) e Belém (PA).
A 1ª Vara Criminal da Justiça Federal de Guaíra, no Paraná, expediu um total de 179 mandados judiciais. São 44 de prisão preventiva, 14 de prisão temporária, 62 de busca e apreensão, e 45 de sequestro e bloqueio de contas bancárias. Adicionalmente, foram emitidas cinco ordens para cancelamento de CPFs, sete para cancelamento de CNPJs e 67 para instauração de procedimentos administrativos fiscais contra empresas em 12 Estados.
A ação abrange empresas em 12 Estados: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Alagoas e Pernambuco.
As investigações também autorizaram medidas de cooperação jurídica internacional para aprofundar apurações e identificar ativos, pessoas e estruturas criminosas possivelmente localizadas no exterior. A estrutura do grupo criminoso possuía divisão de funções e atuava em diversos estados, utilizando empresas de fachada, interpostas pessoas e mecanismos de ocultação patrimonial para dissimular a origem ilícita dos recursos.
Segundo a Receita Federal, integrantes da organização estariam envolvidos na ocultação e dissimulação de valores ilícitos. Foi identificada a participação de um doleiro que teria movimentado quantias superiores a R$ 375 milhões entre 2019 e 2024, controlando contas em nome de interpostos e de empresas fictícias. Concluiu-se que ele era figura central nas operações de lavagem de dinheiro, tendo movimentado mais de R$ 114 milhões em suas contas pessoais no período.
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