Operação policial

PF combate venda ilegal de produtos eletrônicos em Natal

Celulares, tablets e produtos estéticos apreendidos pela Polícia Federal na Operação Ilegal Networks em Natal.
Agentes da Polícia Federal durante a Operação Ilegal Networks, em Natal, com produtos apreendidos. Foto: PF/Divulgação.

Operação Ilegal Networks apreende eletrônicos e produtos estéticos sem imposto e controle sanitário. Investigados responderão por descaminho e crime contra a saúde pública.

A Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, deflagrou nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, a Operação Ilegal Networks. A ação visa desmantelar um esquema de comercialização de produtos eletrônicos e de telemedicina introduzidos clandestinamente no Brasil, sem o devido recolhimento de impostos. A medida é crucial para proteger a economia nacional, combater a concorrência desleal e, sobretudo, resguardar a saúde e a segurança dos consumidores diante da venda de itens sem qualquer controle sanitário.

Em Natal, a Operação Ilegal Networks cumpriu três mandados de busca e apreensão em salas comerciais. O local, que operava sob a fachada de assistência técnica de celulares, era na verdade o centro das atividades da empresa investigada.

Durante as incursões, os agentes apreenderam grande quantidade de celulares, tablets, computadores e diversos acessórios. Nenhum desses itens possuía comprovação de importação regular, configurando o crime de descaminho.

Além dos eletrônicos, os policiais se depararam com um achado ainda mais preocupante: produtos terapêuticos e estéticos armazenados em condições inadequadas, sem o controle sanitário exigido pelas normas brasileiras.

Parte considerável do material estava sem refrigeração e não possuía qualquer autorização para comercialização no país. Os agentes também encontraram insumos que, segundo a Polícia Federal, poderiam ser utilizados para fracionamento e aplicação das substâncias de forma irregular. Essa prática coloca em risco direto a saúde e a integridade física de quem consome esses produtos.

Os investigados, por suas ações, poderão responder pelos crimes de descaminho – pela entrada ilegal de mercadorias – e também por crime contra a saúde pública, dada a gravidade da comercialização de itens sem a devida regulamentação e em condições insalubres. A investigação segue em andamento, sem decisão final sobre as acusações.

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