CRIME ORGANIZADO

Operação Narke prende dez suspeitos de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no RN

Fachada da Polícia Civil com agentes em operação.
Operação Narke cumpre mandados de prisão e busca contra organização criminosa no RN.

Ação conjunta da Polícia Civil, Penal e Receita Federal, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, cumpriu mandados de prisão e busca em Natal. Investigação começou com prisão em flagrante em janeiro de 2025.

Dez pessoas foram presas em uma operação deflagrada nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, em Natal, no Rio Grande do Norte (RN), contra suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação, denominada Operação Narke, foi realizada de forma conjunta pela Polícia Civil e Polícia Penal, com apoio da Receita Federal, e coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão. Um dos suspeitos foi detido em flagrante ao tentar destruir seu aparelho celular. Além das prisões, oito mandados de busca e apreensão também foram executados. A Justiça já havia determinado o bloqueio de R$ 3,3 milhões dos acusados, após investigações apontarem a utilização de "laranjas" para ocultar e dissimular os recursos obtidos com atividades ilícitas.

A investigação que levou à Operação Narke teve início em 3 de janeiro de 2025, com a prisão em flagrante de um indivíduo considerado o chefe da organização criminosa. Na ocasião, com ele foram apreendidos entorpecentes, munições e equipamentos utilizados na prática do tráfico de drogas.

A análise dos dados extraídos dos celulares apreendidos permitiu à polícia identificar a atuação estruturada da organização, que apresentava divisão de tarefas, hierarquia definida e intensa movimentação financeira. Mesmo detido, o principal suspeito continuou a comandar as ações do grupo, emitindo ordens relacionadas ao tráfico, à aquisição de armas e à gestão das finanças.

As investigações prosseguem. A Polícia Civil informou que o objetivo é identificar outros envolvidos, aprofundar a análise financeira e ampliar a responsabilização penal dos integrantes da organização criminosa.

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