ATENTADO EXPÕE CONEXÃO
Cabo Deyvison expôs um dos 10 criminosos mais procurados do RN antes de sofrer atentado
Vereador Cabo Deyvison (PL) havia denunciado Ruan Tales Silva de Oliveira, conhecido como "Chaves", um dos criminosos mais procurados do Rio Grande do Norte, em vídeos divulgados no fim de maio. O ataque ocorreu na noite de 15 de junho, em Mossoró.
O atentado sofrido pelo vereador e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) em Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte, nesta terça-feira, 16/06/2026, trouxe à tona declarações anteriores do parlamentar contra o crime organizado. Em vídeos publicados nas redes sociais no fim de maio, ele denunciou a atuação do criminoso Ruan Tales Silva de Oliveira, conhecido como "Chaves", um dos mais procurados do território potiguar.
Ruan Tales Silva de Oliveira é listado entre os procurados do Ministério da Justiça e da polícia no Estado, com mandado de prisão em aberto pela Unidade Judiciária de Delitos de Organização Criminosas. Em uma das publicações, Cabo Deyvison denuncia que o criminoso lidera um grupo vindo do Ceará e é responsável por homicídios em Mossoró, chegando a provocar "Chaves" e indicar o suposto local onde ele estaria: "E você, vamos dar um recado a você, Chaves: Eu não encontrei nem Seu Madruga, nem Seu Barriga, nem Dona Florinda, mas o seu endereço eu encontrei, e fica próximo a essa praça. Não precisa você procurar meu endereço, não. Eu estou aqui toda hora. Agora, não venha atrás dos meus familiares, que eu vou atràs dos seus".
O ataque ocorreu na noite de segunda-feira, 15 de junho, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, em Mossoró. Alyson Diego, que operava uma transmissão ao vivo realizada pelo vereador nas redes sociais, foi atingido na cabeça e morreu. Cabo Deyvison foi baleado nas pernas e segue internado.
De acordo com o secretário de Segurança Pública, coronel Araújo, motivações políticas não são, neste momento, uma linha de investigação adotada pelas autoridades. “O que o vereador fala ou diz, nós, como Força de Segurança, temos que garantir o direito dele de falar. A investigação, ela está ligada diretamente ao atentado, ao homicídio e a tentativa de homicídio para ele. Todas as linhas de investigação a Polícia Civil vai fazer, mas, inicialmente, nós não temos linha de investigação sobre parte política”, declarou.
A Polícia Civil informou que a investigação será conduzida pela Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), com atuação direta do diretor da unidade, delegado Márcio Lemos. O delegado-geral adjunto, Herlânio Cruz, afirmou que o trabalho será realizado com critérios técnicos e sem interferências externas, assegurando que a investigação será feita com todo o rigor.
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