AVALIAÇÃO NEGATIVA

STF é "ruim" ou "péssimo" para 46% dos brasileiros, aponta PoderData

Gráfico mostrando a avaliação do STF por brasileiros, com 46% considerando o desempenho "ruim" ou "péssimo".
Levantamento PoderData aponta que 46% dos brasileiros consideram o STF "ruim" ou "péssimo".

Pesquisa divulgada em 4 de junho de 2026 indica que 46% consideram o trabalho do STF "ruim" ou "péssimo". O índice de aprovação "bom" ou "ótimo" ficou em 15%, enquanto 27% avaliam como "regular". A taxa negativa recuou 6 pontos em dois meses.

O trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é avaliado como “ruim” ou “péssimo” por 46% dos eleitores brasileiros. A constatação é de pesquisa PoderData realizada entre 30 de maio e 1º de junho de 2026. Embora esse índice de reprovação tenha caído 6 pontos percentuais em dois meses, ele ainda se mantém elevado, superando os 15% que consideram o desempenho da Corte “bom” ou “ótimo”.

Outros 27% dos entrevistados classificaram a atuação do STF como “regular”, e 12% não souberam responder. A pesquisa revela que, apesar da ligeira melhora na percepção negativa, a imagem da instituição permanece em um patamar desafiador, especialmente considerando que a avaliação positiva teve um aumento de 6 pontos no mesmo período.

A percepção pública negativa está, em parte, ligada à postura cada vez mais ativa do Supremo em temas políticos. Um modelo de atuação, consolidado por investigações como o inquérito das fake news, ampliou o protagonismo do Poder Judiciário em debates nacionais. Críticos argumentam que a interpretação de conceitos amplos e subjetivos expande o espaço de atuação dos ministros, enquanto defensores apontam a necessidade dessas medidas para proteger a democracia e combater a desinformação.

A relação entre o STF e o Congresso Nacional também contribui para o cenário. Propostas para limitar poderes da Corte, como restrições a decisões monocráticas e discussões sobre impeachment de ministros, expõem o Tribunal ao centro do debate político. Essa exposição constante pode desgastar a imagem de neutralidade e alimentar resistências entre diferentes setores da sociedade.

As tendências observadas na pesquisa PoderData só se consolidarão como uma melhora na imagem do Supremo caso sejam confirmadas por levantamentos futuros. Contudo, com a proximidade da eleição presidencial, é provável que o STF mantenha seu papel central em discussões sensíveis, continuando sob intenso escrutínio público.

Adicionalmente, o presidente do STF, Edson Fachin, enfrenta resistência majoritária dos demais magistrados na adoção de um código de ética para a Corte, o que representa mais um ponto de atenção para a instituição.

A pesquisa PoderData foi realizada com recursos próprios da empresa, parte do grupo Poder360 Jornalismo. Os dados foram coletados de 30 de maio a 1º de junho de 2026, com 2.500 entrevistas em 166 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

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