FIM DO PRIVILÉGIO

Ministro André Mendonça determina transferência de Daniel Vorcaro para cela comum da Polícia Federal

Daniel Vorcaro em imagem de reprodução, após ser transferido para cela comum da PF.
Daniel Vorcaro, ex-banqueiro investigado por fraudes financeiras. — Foto: Reprodução

Decisão acolhida nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, encerra permanência em condições especiais, submetendo ex-banqueiro às regras internas da PF após conclusão de delação.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, a transferência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela comum da Polícia Federal (PF). A decisão, que encerra um período de permanência em condições privilegiadas, submete o investigado às regras internas da PF, impactando diretamente seu dia a dia na prisão e as condições para, por exemplo, receber visitas dos advogados.

Vorcaro ocupava, até então, uma sala com as características de "Estado-maior", um espaço similar ao utilizado para prender o ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano. O acolhimento do pedido pelo ministro Mendonça, relator do caso Master no STF, ocorreu em razão do término dos trabalhos de elaboração da delação premiada do ex-banqueiro. Segundo apuração, a mudança de cela não possui relação com o conteúdo da colaboração.

Em sua trajetória carcerária, Vorcaro foi transferido do Complexo Penitenciário de Potim (SP), no interior paulista, para a Penitenciária Federal em Brasília. Esta movimentação ocorreu dias após sua chegada a Potim.

A defesa de Vorcaro passou por uma reestruturação. José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, assumiu a representação legal do ex-banqueiro. Juca é reconhecido por seu currículo em acordos de delação premiada, incluindo o caso do empreiteiro Léo Pinheiro, da construtora OAS, na Operação Lava Jato. Com essa mudança, o advogado Pierpaolo Bottini, que integrava a equipe, deixou a defesa de Vorcaro à época.

Daniel Vorcaro é investigado por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias. Uma eventual colaboração premiada, cujos trabalhos de elaboração foram concluídos, poderia trazer novos e importantes elementos ao andamento das investigações, esclarecendo detalhes sobre os esquemas apurados e seus envolvidos.

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