Justiça polêmica
Mãe de Zaira questiona retorno de PM condenado por estupro e homicídio
Maria Ozanete Dantas manifesta indignação após decisão do TJRN suspender expulsão de Pedro Inácio Araújo de Maria dos quadros da corporação.
A mãe da universitária Zaira Cruz manifestou indignação após o desembargador Cláudio Santos, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), determinar a suspensão temporária da expulsão do sargento da Polícia Militar Pedro Inácio Araújo de Maria. A decisão, que permite o retorno do militar aos quadros da corporação, foi contestada por Maria Ozanete Dantas em vídeo enviado ao BNews RN.
O caso ocorreu durante o carnaval de 2019, no interior do Rio Grande do Norte, quando Zaira foi estuprada e assassinada. Em dezembro de 2025, o autor dos crimes foi sentenciado a 20 anos de prisão. A exclusão definitiva do agente havia sido oficializada pelo Comando-Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte em 17 de julho de 2026.
A liminar concedida pelo TJRN possui caráter administrativo e não altera a condenação criminal. O desembargador acolheu o argumento da defesa de que a expulsão configuraria bis in idem, uma vez que o PM já teria cumprido 30 dias de prisão disciplinar em março de 2024. Maria Ozanete, contudo, questiona o impacto social da medida: 'Como mãe, como mulher, como cidadã, me pergunto que mensagem estamos passando para essas famílias'.
A luta da mãe transcende o luto pessoal e busca proteger a dignidade de outras vítimas. 'Minha luta não é apenas por Zairinha, é pela dignidade da minha filha, é pela dignidade de outras vítimas', afirmou, reafirmando que, apesar de respeitar a Justiça, continuará questionando o retorno de um homem condenado por crimes graves às atividades nas ruas.
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