ACUSAÇÃO DE LAVAGEM

Justiça de São Paulo aceita denúncia contra influenciadora Deolane Bezerra por lavagem de dinheiro

Deolane Bezerra, influenciadora, em foto.
Influenciadora Deolane Bezerra é acusada de lavar dinheiro para o PCC.

Influenciadora e outros 5 réus, incluindo o chefe do PCC, Marcola, são acusados de movimentar mais de R$ 27 milhões. Decisão judicial considera denúncia detalhada.

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia contra a influenciadora digital Deolane Bezerra, que se tornou ré em um processo criminal. Ela é acusada de lavar dinheiro para o PCC, em um esquema que movimentou mais de R$ 27 milhões. A decisão judicial reforça a gravidade das acusações, apontando para uma organização criminosa estruturada e operações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos.

A partir de agora, Deolane Bezerra responderá na Justiça pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a denúncia, a influenciadora recebia valores ilícitos de uma transportadora de fachada ligada ao PCC. As investigações apontam que Deolane mantinha valores do PCC em seus imóveis e nos de seus filhos. Ela encontra-se presa desde maio na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

Também se tornaram réus Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe do PCC, seu irmão, Alejandro Herbas Camacho Júnior, dois sobrinhos – que estão foragidos –, e Everton de Sousa, suposto operador financeiro do esquema. A decisão judicial, ao aceitar a denúncia do Ministério Público, destacou que as informações apresentadas expõem com detalhamento a participação de cada réu na empreitada criminosa.

Deolane Bezerra e os outros réus que estão detidos têm dez dias para se manifestar no processo criminal. As defesas, em geral, negam as acusações. O advogado de Deolane Bezerra sustenta que os rendimentos de sua cliente possuem origem lícita e declarada, sem qualquer vínculo com o crime organizado. A defesa da família de Marco Camacho afirmou que apresentará provas sobre a origem e a regularidade das operações financeiras contestadas. Já a defesa de Everton de Sousa alega que ele não tem participação nos fatos narrados e demonstrará sua inocência.

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