LIBERDADE CONDICIONAL
Justiça concede liberdade a influenciadores do "jogo do tigrinho" com tornozeleira eletrônica
-Decisão da Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, impõe restrições severas, incluindo proibição de redes sociais, após esquema de R$ 260 milhões.
A Justiça, por meio da Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas, concedeu liberdade a todos os influenciadores digitais presos preventivamente por suposta ligação com o esquema milionário do “jogo do tigrinho”. A decisão, tomada nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, revoga as prisões de Gildázio Cardoso, Dione dos Santos e outros seis investigados, colocando fim a um período de 14 dias de detenção. Este veredito, contudo, impõe rigorosas medidas cautelares, refletindo a seriedade das acusações de lavagem de dinheiro e crimes contra o consumidor, enquanto permite que os envolvidos aguardem o desenrolar do processo fora da prisão, mas sob estrita vigilância.
Todos os oito influenciadores, incluindo Dione e Gildázio, estavam sob custódia desde 27 de abril, investigados por um esquema que teria movimentado R$ 260 milhões em dois anos. A juíza Daniela Schirato acolheu um pedido do Ministério Público e, embora tenha determinado a soltura, impôs uma série de condições que transformam a liberdade em um regime de controle judicial significativo.
Entre as medidas cautelares, estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição total de acesso e uso de redes sociais – o principal meio de trabalho e divulgação dos influenciadores –, a restrição de sair de Boa Vista e o recolhimento domiciliar entre 22h e 6h, além de todos os fins de semana, feriados e dias de folga. Para Gildázio Cardoso, que reside em Goiás, a Justiça estabeleceu adaptações específicas: ele deverá se apresentar judicialmente via WhatsApp, e uma carta precatória será expedida para a comarca de sua residência, formalizando a soltura e a fiscalização da monitoração eletrônica.
As investigações da Polícia Civil revelaram um modus operandi sofisticado. Os influencers utilizavam contas “demo” (de demonstração) em suas redes sociais, programadas para exibir sempre ganhos, criando uma falsa percepção de facilidade e induzindo seguidores ao erro por meio de links que direcionavam às plataformas do "jogo do tigrinho". "As investigações demonstraram que havia uma atuação organizada, com uso estratégico das redes sociais para alcançar um grande número de vítimas. Trata-se de uma prática criminosa com elevado potencial de dano coletivo”, afirmou o delegado Eduardo Patrício. O impacto social e financeiro desses golpes, especialmente em um cenário digital tão influente, ressalta a importância da decisão judicial para a proteção de consumidores e a integridade do ambiente online.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário