VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E CONDUTA

Companheira de juiz afastado pelo TJMG solicitou medida protetiva por ameaças

Foto do juiz Milton Lívio Lemos Salles.
Juiz Milton Lívio Lemos Salles é alvo de apurações disciplinares pelo TJMG e medidas protetivas solicitadas pela companheira.

Magistrado é alvo de proteção judicial após companheira denunciar intimidação e ameaças de danos ao patrimônio; episódio ocorre em paralelo ao afastamento do cargo.

A companheira do juiz Milton Lívio Lemos Salles buscou auxílio das autoridades para garantir sua segurança após sofrer ameaças e intimidações. A medida protetiva foi formalizada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em abril deste ano, quando a mulher recorreu à Casa da Mulher Mineira para relatar o comportamento do magistrado.

A existência da ordem de proteção, que tramita sob segredo de Justiça, foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O caso ganha contornos de gravidade ao detalhar que as ameaças incluíam a promessa de incendiar o imóvel da mãe da vítima, uma idosa de 88 anos, além de pressões para que a mulher desocupasse a residência compartilhada pelo casal.

De acordo com o relato prestado à polícia, a mulher suspeita que o magistrado tenha danificado os pneus de seu veículo e tentado invadir o imóvel. Embora não haja indícios de agressão física, a vítima manifestou o desejo de processar o juiz, decisão que coloca em xeque a conduta pessoal de quem deveria zelar pela aplicação da lei.

O afastamento de Milton Lívio Lemos Salles de suas funções judiciais ocorreu após a repercussão de um vídeo em que o magistrado aparecia fumando e bebendo durante uma sessão virtual do 4º Núcleo de Justiça 4.0 – Cível e de Família. Tanto o TJMG quanto o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmaram o afastamento preventivo, com a proibição de acesso do magistrado aos sistemas do tribunal e a suspensão de suas atividades em fóruns.

Após as medidas disciplinares, o juiz divulgou uma gravação atacando integrantes do TJMG, Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF), alegando corrupção sem apresentar provas. Em nota, o TJMG rechaçou as acusações, classificando-as como alegações genéricas destinadas a tumultuar as apurações administrativas em curso.

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