OPINIÃO PÚBLICA

STF: 75% da população diz que ministros têm poder excessivo

Pesquisa Datafolha 2026 revela que 75% da população brasileira considera que ministros do STF têm poder excessivo.
Gráfico exibe resultados de pesquisa Datafolha sobre a percepção pública do poder dos ministros do STF em 2026.

Sondagem Datafolha de 13 de abril de 2026 indica queda na credibilidade da corte e questiona seu papel na democracia.

Na última segunda-feira, 13 de abril, o instituto Datafolha revelou um dado alarmante que acende o debate sobre o equilíbrio de poderes no Brasil: 75% da população brasileira acredita que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) detêm "poder demais". Este levantamento, conduzido entre os dias 7 e 9 de abril do mesmo ano, não apenas mensura a percepção pública sobre a mais alta corte do país, mas também sublinha uma preocupação crescente com a influência do judiciário na vida nacional, impactando diretamente a confiança dos cidadãos nas instituições que deveriam salvaguardar a democracia.

Apenas 20% dos entrevistados discordam dessa percepção, enquanto 3% não souberam responder e 2% se mostraram indiferentes. Esse cenário desenha um quadro de apreensão majoritária em relação à atuação do STF, questionando o limite de sua autoridade e o impacto de suas decisões no cotidiano da sociedade.

A pesquisa também explorou a visão dos brasileiros sobre o papel do STF na proteção da democracia. Apesar da percepção sobre o excesso de poder, 71% dos participantes concordam que a atuação do órgão é essencial para preservar o regime democrático. Em contraponto, 24% discordam, 3% não souberam opinar e 2% permaneceram neutros. A dualidade desses dados revela uma complexa relação de dependência e desconfiança com a instituição, que é vista simultaneamente como um pilar da democracia e como um foco de poder excessivo.

Quando questionados sobre a credibilidade do STF em comparação com o passado, a maioria esmagadora de 75% dos brasileiros concorda que as pessoas hoje acreditam menos na corte. Este dado é um sinal claro da erosão da confiança pública ao longo do tempo, um desafio significativo para a legitimidade e a autoridade moral do Supremo. Apenas 20% discordam, com 3% que não souberam e 2% que se mostraram indiferentes, indicando uma perda de prestígio que ecoa em amplas camadas da sociedade.

O levantamento do Datafolha ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 7 e 9 de abril de 2026. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. O estudo foi financiado pelo próprio instituto e está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03770/2026, garantindo sua transparência e rigor metodológico.

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