IRÃ ATACA BASES DOS EUA

Irã lança mísseis e drones contra bases dos EUA no Bahrein e no Kuwait após ataques

Vista aérea de instalações militares em local não especificado, com foco em prédios e infraestrutura.
Instalações militares dos EUA no Bahrein e Kuwait foram alvos de ataques iranianos.

Ação ocorre em resposta a ataques americanos no Estreito de Ormuz. Sirenes soam no Bahrein e Kuwait. Otan apoia reação dos EUA.

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou, nesta quarta-feira, 08/07/2026, o lançamento de mísseis e drones contra instalações militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait. A decisão de retaliar foi tomada em resposta a uma série de ataques militares americanos desencadeados após a ofensiva contra navios-tanque no Estreito de Ormuz. A ação, que abala um frágil cessar-fogo, representa um novo golpe na região e impacta a segurança global da navegação.

Em uma operação conjunta, o Irã afirmou ter atingido importantes instalações militares americanas em Bandar Salman, no Quinto Distrito Naval do Bahrein, e na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait. Além disso, a Guarda Revolucionária relatou ter abatido um drone MQ-9 dos EUA que supostamente tentava interferir nas operações iranianas. Sirenes de ataque aéreo foram ouvidas no Bahrein e no Kuwait, e o Exército kuwaitiano confirmou o enfrentamento a ataques "hostis" de mísseis e drones.

O Comando Central dos EUA informou que a operação visou mais de 60 pequenas embarcações, com o intuito de impor um alto custo ao Irã pela violação do cessar-fogo. Segundo o comunicado do Comando Central, a "agressão injustificada das forças iranianas é uma violação clara e perigosa do cessar-fogo e prejudica a liberdade de navegação".

Em meio ao escalada de tensões, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, declarou que os novos ataques dos EUA ao Irã eram "absolutamente necessários". Rutte ressaltou que, diante da violação do cessar-fogo pelo Irã, é fundamental que os Estados Unidos reajam com força.

O alto comando militar iraniano, através do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, condenou os ataques americanos como um "ato flagrante de agressão" e ameaçou com uma "resposta esmagadora", alertando que o Irã não tolerará interferências na gestão do Estreito de Hormuz. O presidente do parlamento iraniano e negociador, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de violarem o acordo de cessar-fogo, citando não apenas os recentes ataques militares, mas também novas sanções ao petróleo, alterações no Estreito de Hormuz e ataques israelenses ao Líbano. "A era de intimidação e extorsão acabou. Não vamos ceder", declarou Qalibaf em uma publicação na rede social X.

Relatos da mídia iraniana indicaram a ocorrência de explosões no principal centro petrolífero do país, a Ilha de Kharg, na Ilha de Qeshm e nas cidades portuárias de Sirik e Bandar Abbas. A Press TV do Irã reportou explosões na Ilha de Kharg, de onde o país exporta 90% de seu petróleo bruto. Um oficial americano confirmou à Reuters que os alvos incluíram sistemas de defesa aérea, vigilância costeira, mísseis terra-ar e antinavio, e locais de lançamento de drones.

Embora não tenham sido reportadas mortes de civis no Irã, algumas pessoas ficaram feridas por estilhaços em um cais comercial em Sirik, segundo a TV estatal. Relatos também mencionaram ataques a cais de pesca em Sirik e Bandar Abbas, evidenciando o impacto da escalada de violência na vida cotidiana e na infraestrutura da região.

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