MERCADO FINANCEIRO GLOBAL
Dólar opera em baixa com tensão entre Estados Unidos e Irã no radar
Queda no preço do petróleo acompanha o cenário geopolítico; investidores monitoram impactos das novas hostilidades no Oriente Médio
O dólar abriu o pregão em queda, reagindo aos desdobramentos dos conflitos envolvendo os Estados Unidos e o Irã, que influenciam diretamente as commodities globais. A movimentação cambial ocorre nesta segunda-feira (20), motivada pela incerteza sobre o abastecimento de petróleo e a estabilidade das rotas comerciais estratégicas.
A instabilidade no Oriente Médio, que completou dez dias de ataques mútuos nesta segunda-feira (20), mantém o mercado em alerta devido ao possível bloqueio do Estreito de Ormuz. A ameaça à principal via de transporte de petróleo gera receios sobre a oferta global e seus efeitos colaterais na inflação mundial.
Após atingirem patamares superiores a US$ 90 durante o final de semana, os preços do petróleo registraram recuo. Por volta das 9h, o barril do Brent apresentava queda de 2,12%, cotado a US$ 86,23, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) caía 2,53%, negociado a US$ 80,40.
Escalada no Oriente Médio
A tensão geopolítica atingiu um ponto crítico após a confirmação da morte de quatro militares americanos em ataques iranianos ocorridos durante o final de semana. Em resposta, o Comando Central das Forças Armadas do EUA (Centcom) deflagrou uma nova ofensiva contra o Irã na noite deste domingo (19).
Em reflexo direto ao agravamento da segurança, o Departamento do Estado americano emitiu um alerta global no sábado (18), orientando cidadãos dos Estados Unidos em todo o mundo, especialmente na região do conflito, a redobrar a cautela diante do risco de escalada iminente.
Impacto nas bolsas globais
O reflexo da tensão foi heterogêneo na Ásia nesta segunda-feira (20). Enquanto o CSI 300 avançou 1,53% e o SSEC subiu 0,85%, impulsionados pelo setor tradicional chinês, o índice Hang Seng, de Hong Kong, valorizou-se 2,36%. Em contraste, o Kospi, da Coreia do Sul, registrou queda de 4,46%. O mercado Nikkei, do Japão, permaneceu fechado.
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