ALÍVIO NO CAIXA

Governo do RN negocia adiamento de dívida de US$ 14,5 milhões com a União

Fachada do centro administrativo do Governo do Rio Grande do Norte.
Sede administrativa do Governo do RN, local de onde são coordenadas as negociações fiscais do Estado.

Estado evita retenção imediata do FPE após pedido de Fátima Bezerra ao Ministério da Fazenda; regularização de repasses a municípios também é confirmada.

O Governo do Rio Grande do Norte garantiu, nesta segunda-feira, 13/07/2026, o adiamento para outubro do pagamento de uma dívida de US$ 14,54 milhões junto à União. A decisão foi formalizada após negociação liderada pela governadora Fátima Bezerra, visando preservar a liquidez financeira do Estado para assegurar o pagamento de servidores, serviços essenciais e repasses constitucionais aos Poderes, visto que o mês de julho apresenta historicamente uma das menores arrecadações do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

O débito em questão refere-se a uma contragarantia de empréstimo realizado pelo Estado junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), instituição do Banco Mundial. Como o governo estadual não conseguiu quitar a parcela vencida em 15 de junho, a União honrou o compromisso na qualidade de garantidora, o que autorizaria a retenção imediata dos valores do FPE. Com o acordo, o Ministério da Fazenda postergou a execução dessa contragarantia.

Segundo o secretário estadual da Fazenda, Álvaro Bezerra, a medida foi necessária devido a um descompasso temporário no fluxo de caixa. O gestor explicou que, embora o Estado tenha superávit orçamentário no acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, com alta de 21% na arrecadação contra 17% nas despesas, a oscilação sazonal das receitas exige um manejo cauteloso das obrigações financeiras.

Além da dívida federal, o secretário informou a regularização integral de aproximadamente R$ 200 milhões devidos aos municípios potiguares, referentes a ICMS, IPVA e Fundeb. Os valores foram quitados na semana anterior ao anúncio. Em relação aos empréstimos consignados dos servidores, Álvaro Bezerra reconheceu a existência de atrasos pontuais nos repasses às instituições financeiras, justificando-os pela mesma insuficiência de caixa e descartando qualquer má-fé ou retenção deliberada de recursos.

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