ECONOMIA GLOBAL

Tarifas de Trump ao Brasil não funcionarão e fortalecerão Lula, diz Nobel

O economista Paul Krugman em conferência sobre economia internacional.
O economista americano Paul Krugman defende a eficiência do PIX contra sanções americanas.

O economista americano Paul Krugman avalia que medidas protecionistas contra o Brasil são injustificadas e possuem motivações políticas internas

A imposição de tarifas pelo governo Donald Trump ao Brasil não atingirá o efeito econômico pretendido e servirá, na verdade, para fortalecer a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A análise foi publicada em um artigo pelo vencedor do prêmio Nobel de economia, Paul Krugman, nesta segunda-feira (20/07).

As tarifas, confirmadas na semana passada, estão programadas para entrar em vigor na próxima quarta-feira (22/07). O professor da Universidade da Cidade de Nova York aponta que a medida reflete uma resistência do governo Trump ao progresso, especialmente no que tange ao sistema de pagamentos instantâneos brasileiro.

Krugman argumenta que a administração dos EUA tenta penalizar o Brasil pelo sucesso do PIX, comparando a hostilidade à inovação com a postura americana diante da política energética. O economista questiona a lógica por trás da sanção: "Por que é injusto um país oferecer a seus cidadãos uma maneira melhor de fazer compras e pagar contas?", indaga em seu texto no Substack.

O autor do artigo utiliza exemplos cotidianos para ilustrar sua crítica, questionando se os EUA deveriam boicotar serviços como a UPS ou a FedEx simplesmente por perderem competitividade para concorrentes que oferecem soluções mais eficientes. Para Krugman, o governo americano combate o avanço tecnológico para proteger interesses específicos de seus financiadores de campanha.

Além da dimensão comercial, o Nobel de Economia pontua que o cenário político brasileiro, que processou o ex-presidente Jair Bolsonaro após os eventos de vandalismo, destoa das expectativas autoritárias que o governo Trump projeta para parceiros comerciais. A economista Monica de Bolle, citada por Krugman, reforça que o impacto real das tarifas deve ser restrito, embora a postura de Washington reflita uma resistência às mudanças globais.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário