DISPUTA PRESIDENCIAL
Zema se declara único pré-candidato da direita do setor privado
Ex-governador de Minas Gerais (Novo) critica políticos de carreira pública e propõe “privatização de tudo” para o país, prevendo economia de R$ 10 trilhões em 20 anos.
Propondo uma guinada radical na gestão pública do Brasil, Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Novo e ex-governador de Minas Gerais, afirmou neste domingo, 3 de maio de 2026, ser o único concorrente ao Palácio do Planalto, entre os opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a vir do setor privado. Ele defende que a solução para os problemas do país reside na privatização e na eficiência do mercado, distanciando-se de políticos com décadas de carreira pública que, segundo ele, veem o Estado como a única resposta.
A declaração ocorreu durante entrevista ao Canal Livre, transmitida também neste domingo, 3 de maio de 2026. Zema sustentou que o setor privado representa a via mais eficaz para abordar e resolver questões sociais complexas. Ao ser inquirido sobre os pontos de divergência com outros pré-candidatos de direita que se opõem ao governo Lula, o ex-governador reiterou sua singularidade por ter sua origem profissional exclusivamente no setor empresarial.
“O que eu quero é privatizar, poupar, não deixar roubar e prosperar no Brasil. Eu sou o único que vem do setor privado”, enfatizou Zema. Ele reconheceu a trajetória de outros políticos, mas criticou a visão daqueles que constroem carreiras de "10, 20, 30 anos no setor público" e que, por vezes, "já vêm muitas vezes com um modelo mental que acha que o setor público é parte sempre da solução". Para o candidato, essa mentalidade obstrui a inovação e a eficácia na gestão.
Na visão de Zema, a própria estrutura estatal, com seu "gigantismo", é frequentemente a raiz dos desafios nacionais, comprometendo a eficiência e a capacidade de resposta do país. Ele argumenta que um Estado inchado não só gera ineficácia, mas também afasta o Brasil de um caminho de prosperidade e agilidade.
Ele propôs uma meta de aprimoramento contínuo: “Eu quero que todo o instituto e toda autarquia melhore a sua eficiência 1% ao ano”. Zema lamentou a realidade brasileira, onde “a gente vê um setor público cada vez mais gordão, mais ineficiente, dando mais cargos”, sugerindo que essa ineficiência burocrática impede o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
O pré-candidato do Novo destacou-se ainda ao apresentar um plano econômico ambicioso que prevê a “privatização de tudo”, uma medida que, segundo suas projeções, poderia gerar uma economia de até R$ 10 trilhões em um período de 20 anos. Ele ressaltou que nenhum outro postulante ao cargo máximo do executivo federal propôs um pacote fiscal com tamanha envergadura e impacto potencial na reestruturação das finanças públicas e na vida do cidadão brasileiro.
Romeu Zema oficializou sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Novo. O cenário político, conforme levantamento da AtlasIntel divulgado na terça-feira, 28 de abril de 2026, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em situação de empate técnico em cenários de segundo turno tanto contra o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), quanto contra o próprio ex-governador de Minas Gerais, indicando uma disputa acirrada.
Um outro estudo, da Quaest, também publicado na terça-feira, 28 de abril de 2026, acrescenta que 52% dos eleitores mineiros aprovam a gestão de Romeu Zema como governador do Estado, dado que fortalece sua base eleitoral e sua imagem como gestor.
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