DEMOGRAFIA ELEITORAL BRASILEIRA

Sudeste registra queda no eleitorado enquanto outras regiões do Brasil avançam

Mapa do Brasil representando a variação regional do número de eleitores aptos ao voto.
Dados do TSE revelam mudanças significativas no perfil do eleitorado brasileiro para as eleições de 2026.

O Sudeste perdeu 378 mil eleitores desde 2022, enquanto o Norte e o Nordeste lideram a expansão do corpo de votantes para o pleito de 2026.

O TSE consolidou a base de eleitores aptos a participar das eleições de outubro de 2026, revelando um movimento migratório e demográfico que altera o peso das regiões brasileiras. O balanço, divulgado nesta segunda-feira (20), detalha que o Sudeste tornou-se a única região do país a sofrer redução no número de cidadãos habilitados a votar em comparação ao pleito de 2022. O impacto direto dessa mudança reflete uma retração de 0,56% no Sudeste, caindo de 66,7 milhões para 66,3 milhões de eleitores. Essa alteração, que soma uma perda de 378 mil pessoas, marca um ponto de inflexão na influência regional que, historicamente, detém a maior parcela do eleitorado nacional. A perda de participação desses cidadãos no processo democrático local impõe desafios sobre a representatividade e a demanda por políticas públicas regionais. Em contrapartida, as demais regiões do Brasil seguiram uma trajetória de expansão. O Norte destacou-se com o maior crescimento proporcional, atingindo 4,37% de aumento. Em números absolutos, contudo, o Nordeste lidera a incorporação de novos votantes, somando 1.138.869 novos aptos ao exercício da cidadania, uma elevação de 2,69%. O Centro-Oeste e o Sul acompanharam o ritmo, com altas de 3,97% e 1,34%, respectivamente. Outro fenômeno relevante é o crescimento expressivo do eleitorado no exterior, que saltou de quase 698 mil em 2022 para mais de 918 mil em 2026. Esse incremento de 30% sinaliza uma crescente mobilização da comunidade brasileira fora do país pela participação política. No panorama geral, 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a votar em outubro, confirmando a tendência de alta na série histórica observada pelo Tribunal desde 2010.

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