Ofensiva

PT ataca Flávio Bolsonaro e expõe elo com Banco Master após prisão

Senador Flávio Bolsonaro, envolvido em acusações sobre financiamento imobiliário.
Flávio Bolsonaro em Brasília, dezembro de 2025.

Vídeo do partido no X associa financiamento de mansão de R$ 6 milhões em 2021 por BRB a juros de 3,65% ao ano. STF analisará prisão em 22 de abril.

O Partido dos Trabalhadores (PT) lançou uma forte campanha de associação entre o Banco Master e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a prisão do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa. Em sua plataforma no X (antigo Twitter), nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, o partido publicou um vídeo questionando as conexões financeiras, um movimento que intensifica o debate público sobre a transparência na gestão de bancos estatais e a conduta de figuras políticas.

A postagem do PT, acompanhada da legenda incisiva “Banco Master e Flávio Bolsonaro: um negócio de família”, destaca reportagens que ligam o financiamento da mansão de R$ 6 milhões adquirida por Flávio Bolsonaro em 2021 a Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB. Na transação, o senador quitou R$ 2,87 milhões à vista e obteve um financiamento de R$ 3,1 milhões pelo BRB, com prazo de 360 meses e taxa de juros nominal de 3,65% ao ano – um percentual que, na época, se situava abaixo da inflação de 4,52% registrada em 2020.

A prisão de Paulo Henrique Costa, efetuada pela Polícia Federal também nesta quinta-feira, 16 de abril, coloca o BRB no centro das investigações. Costa é suspeito de descumprir normas de governança e de receber vantagens indevidas para facilitar transações financeiras e a compra de carteiras de crédito do Banco Master, de propriedade do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A Polícia Federal apura a gravidade dessas alegações, que ferem a confiança pública na administração dos recursos do banco.

O BRB, sob controle do governo do Distrito Federal, tornou-se peça-chave nas apurações por seu interesse em adquirir o Banco Master, numa tentativa de evitar a falência da instituição privada. Contudo, o Banco Central vetou a transação por considerá-la economicamente inviável. A complexidade do caso revela os riscos e as vulnerabilidades do sistema financeiro quando a ética e a legalidade são comprometidas.

Costa assumiu a liderança do BRB em 2019, após ser indicado pelo então governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). Ele já havia sido afastado do cargo em novembro de 2025, por determinação da Justiça, e agora sua prisão aprofunda a crise de imagem e credibilidade que envolve a instituição. É importante ressaltar que a decisão de prisão cabe recurso, e o Supremo Tribunal Federal (STF) está agendado para julgar o caso em 22 de abril, indicando que as apurações ainda estão em curso e os desdobramentos são aguardados pela sociedade, que clama por justiça e transparência.

O vídeo, que já circula intensamente nas redes, está disponível no perfil oficial do PT no X e pode ser acessado com a mensagem "Banco Master e Flávio Bolsonaro: um negócio de família."

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