ESCADA 6X1 EM RISCO
Flavio Rocha afirma que fim da escala 6x1 pode elevar preços e reduzir empregos
Emprego e inflação em jogo: Dono da Riachuelo alerta sobre o impacto econômico da mudança na jornada de trabalho. Veja os números e as projeções.
O empresário Flávio Rocha, herdeiro do Grupo Guararapes e controlador da Riachuelo, manifestou preocupação neste sábado, 23 de maio de 2026, com a proposta de fim da escala 6×1. Segundo ele, a mudança pode resultar no aumento da inflação e pressionar os preços no comércio brasileiro, afetando diretamente a dignidade econômica dos cidadãos.
Projeções internas da companhia indicam um impacto médio de 13% nos custos para as empresas caso a medida seja aprovada pelo Congresso Nacional. No setor de varejo, a elevação pode chegar a 18% ou 20%, pois o segmento depende mais intensamente de mão de obra. Esse cenário pode forçar reajustes de preços e, em alguns casos, levar à redução do quadro de funcionários, impactando a segurança financeira de muitos trabalhadores.
Rocha destacou que pequenas e médias empresas seriam as mais atingidas pela alteração na jornada de trabalho. Esse segmento, que concentra grande parte da geração de empregos no país, teria maior dificuldade em absorver os custos adicionais. Ele também lembrou que setores como indústrias, restaurantes e salões de beleza necessitam de flexibilidade operacional para funcionar durante mais dias da semana.
Apesar das críticas, o empresário reconhece a legitimidade do debate sobre a redução da jornada de trabalho e a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. Contudo, ele avalia que a discussão, inserida em um ambiente eleitoral, pode ser influenciada por discursos populistas, sem uma análise aprofundada dos impactos econômicos e efeitos sobre as contratações.
A proposta que visa o fim da escala 6×1 tramita na Câmara dos Deputados como uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O relator do texto, deputado Léo Prates, deve apresentar seu parecer final nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026. A expectativa é que a comissão especial vote o relatório na terça-feira, 26 de maio, e o plenário analise a matéria já na quarta-feira, 27 de maio.
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Comentários (1)
Antonio Augusto
há 1 mêsExistem muitos profissionais que não trabalham na escala de 6 X 1, e muitos que trabalham bem menos de 44 horas semanais. Tudo então é uma questão de adaptação, a qual deve ser tratada com um devido prazo e entre empregadores e empregados por meio de representação de classes. "Mas vai aumentar o custo"!!! Sim vai, mas não torna impossível. Em um país que o salário mínimo é R$1.621,00 é ridículo considerar o aumento de custo. Quatro horas de trabalho não são significa um dia de trabalho produtivo.
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