CONSERVAÇÃO ANIMAL
Zoológico de Brasília recebe Juninho em ação de proteção de espécie
Primata ameaçado de extinção chega ao Distrito Federal via Avião Solidário da Latam, em 04 de maio de 2026, para integrar programa de reprodução e impulsionar a preservação da biodiversidade brasileira.
O Zoológico de Brasília iniciou um novo capítulo para a conservação da biodiversidade ao receber, nesta segunda-feira, 04 de maio de 2026, Juninho, um macaco-aranha-de-cara-preta (Ateles chamek), espécie classificada como "em perigo" de extinção. A chegada do primata ao Distrito Federal é o resultado de uma operação conjunta liderada pelo programa Avião Solidário da Latam Airlines Brasil, em parceria com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Essa colaboração visa integrar Juninho a um programa de reprodução vital, impulsionando os esforços para reverter o declínio populacional de sua espécie.
Nascido em 2017 no Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”, em Sorocaba (SP), Juninho embarcou em uma jornada significativa. A Latam Airlines Brasil, por meio de seu programa Avião Solidário, garantiu o transporte aéreo do animal de São Paulo para o Distrito Federal. A operação, que partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos, foi cuidadosamente planejada para minimizar o estresse do macaco-aranha, assegurando uma transição suave para seu novo lar.
Ao chegar, Juninho iniciou um período de quarentena no Zoológico de Brasília. Esta fase é essencial para a observação clínica atenta e para que o animal se adapte ao novo ambiente com tranquilidade. A instituição informou que, por enquanto, não há previsão para que Juninho seja apresentado ao público. Da mesma forma, a data para sua integração com uma fêmea, etapa crucial para o início do programa de reprodução, ainda não foi definida.
O Zoológico de Brasília já abriga outros dois macacos-aranha-de-cara-preta: Preto, nascido em 21 de junho de 2003, e Sarah, que veio ao mundo em 18 de março de 2016. Ambos são descendentes de primatas que anteriormente faziam parte do plantel da instituição, reforçando a continuidade dos esforços de conservação no local.
Nativo da exuberante Amazônia, o macaco-aranha-de-cara-preta enfrenta uma grave ameaça à sua existência, principalmente devido à implacável perda de seu habitat natural. A União Internacional para a Conservação da Natureza o classifica como "em perigo", um alerta urgente para a necessidade de ações.
A preservação do futuro de espécies como Juninho depende de uma sinergia poderosa. Órgãos públicos, centros de conservação e iniciativas privadas precisam atuar em conjunto, focando na proteção rigorosa dos ecossistemas naturais e no fortalecimento contínuo de programas de reprodução assistida. A chegada de Juninho simboliza a esperança e o compromisso humano com a vida selvagem.
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