RETORNO À FLORESTA
Onça-pintada resgatada em Foz do Iguaçu retorna à natureza com colar de GPS
Após capturado em área urbana, o macho Tape'ỹ foi devolvido ao Parque Nacional do Iguaçu com monitoramento via satélite para garantir sua adaptação.
Tape'ỹ, a onça-pintada que mobilizou autoridades ambientais após ser encontrada em uma área urbana de Foz do Iguaçu, reencontrou a liberdade. A soltura do animal ocorreu na terça-feira (3), dentro do Parque Nacional do Iguaçu, consolidando o desfecho de uma operação complexa de resgate iniciada no final de junho.
O felino foi capturado com segurança no bairro Três Lagoas e passou por um período de recuperação no Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu Binacional. Durante a estadia, o animal foi submetido a exames clínicos e laboratoriais que atestaram sua saúde e comportamento selvagem, condições essenciais para o sucesso do retorno ao habitat natural.
Para garantir o acompanhamento de sua readaptação, a equipe técnica equipou Tape'ỹ com um colar de monitoramento por GPS. O dispositivo fornecerá dados cruciais sobre os deslocamentos do animal e a ocupação da área, subsidiando futuras estratégias de conservação para a espécie na região.
Um alerta para a biodiversidade
A presença do animal próximo à zona habitada é considerada um evento atípico, uma vez que não havia registros confirmados de onças-pintadas naquela região do lago de Itaipu há mais de duas décadas. Rogério Cunha de Paula, chefe do CENAP/ICMBio, destaca que a operação foi guiada estritamente por critérios técnicos que priorizaram tanto o bem-estar do felino quanto a segurança da comunidade local.
Marius Belluci, gestor de Ciência e Pesquisa do Parque, ressalta que o episódio evidencia a necessidade urgente de preservar corredores de biodiversidade. “O caso reforça a necessidade de recuperação das áreas de preservação permanente para que os animais possam dispersar em segurança, com menor risco de conflito com populações humanas”, pontuou.
O nome Tape'ỹ, de origem tupi, significa “aquele que perdeu o caminho”. Com o monitoramento ativo, os pesquisadores agora trabalham com a expectativa de que o animal siga seu curso natural, restabelecendo seu papel fundamental na floresta.
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