PRODUTOS CONTAMINADOS

Ypê amplia troca e reembolso após Anvisa liberar parcialmente lotes de produtos

Detergentes da marca Ypê em embalagens coloridas.
Imagem colorida mostra detergentes da Ypê.

Empresa informa que consumidores afetados podem solicitar reembolso ou troca via SAC; decisão da Anvisa autoriza retomada parcial da produção.

A Ypê expandiu seu programa de troca e reembolso para consumidores cujos produtos foram afetados pela suspensão parcial de lotes, determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão, tomada nesta sexta-feira, 19/06/2026, após a agência autorizar a liberação de lava-louças líquidos e desinfetantes fabricados a partir de março de 2026, com lotes de final "1", impacta diretamente a vida de milhares de pessoas que aguardavam uma solução clara sobre os itens adquiridos.

A suspensão inicial ocorreu em maio, quando a Anvisa interditou uma fábrica em Amparo, São Paulo, devido à identificação de contaminação em lava-louças e desinfetantes. A medida afetou também detergentes e desinfetantes fabricados antes de março, além de lava-roupas líquidos produzidos antes de abril. Cerca de 20 dias depois da suspensão, a operação na fábrica foi liberada pela agência, mas a liberação dos produtos foi parcial.

Para os itens que permanecem interditados, a Ypê orienta que os clientes entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para providenciar a troca ou o reembolso, que será realizado via Pix. A empresa busca, com essa ampliação, garantir a dignidade e o bem-estar dos consumidores, minimizando o transtorno causado pela situação.

O contato com o SAC está disponível através dos seguintes canais: 0800 002 6071 (atendimento 24 horas); 0800 278 0024 (segunda a domingo, das 9h às 18h); e 0800 130 0544 (segunda a sexta-feira, das 9h às 17h). Adicionalmente, um portal online da Ypê foi disponibilizado especificamente para solicitações de reembolso.

A Ypê assegura que o processo de troca é conduzido pela própria empresa, buscando simplificar ao máximo as etapas para o cliente. "As etapas para solução são definidas conforme as características de cada caso", informou a companhia, ressaltando ainda que, conforme orientação da Anvisa, os produtos interditados não precisam ser devolvidos ou recolhidos imediatamente. A recomendação é que os itens sejam armazenados em local seguro, sem descarte, até novas diretrizes.

Fábrica liberada e nova documentação

Com a atualização da Anvisa, a Ypê apresentou à agência os resultados de laudos referentes aos produtos que ainda seguem interditados. A expectativa é que, com a nova documentação, esses lotes recebam a liberação. "Importante reforçar que, mesmo com a apresentação dos laudos de janeiro e fevereiro, os consumidores e clientes ainda precisam aguardar a autorização formal da Anvisa para retomar o uso e a comercialização desses itens", comunicou a Ypê.

No início de junho, a fábrica em Amparo, interior de São Paulo, foi liberada. Eduardo Beira, diretor-executivo de Operações da Ypê, declarou ao Metrópoles que a empresa implementou um plano de ação validado pela Anvisa, que incluiu higienização profunda das linhas de produção, reforço em protocolos de sanitização e revisão de processos operacionais. "A qualidade e a segurança sempre foram e continuarão sendo prioridades", afirmou o executivo.

A retomada da produção ocorre de maneira gradual e integra um investimento de R$ 130 milhões destinado à modernização da unidade e ao fortalecimento dos controles de qualidade. A liberação parcial pela Anvisa, celebrada pela Ypê em suas redes sociais, representa um avanço nas medidas corretivas e permite o trabalho para a normalização das operações com responsabilidade e transparência.

Entenda a suspensão

  1. Em 7 de maio, a Anvisa determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de determinados produtos da Ypê com lotes de final 1.
  2. A medida foi consequência de inspeções que identificaram irregularidades em etapas críticas do processo de fabricação.
  3. A Anvisa apontou falhas nos sistemas de qualidade, produção e controle, além de contaminação microbiológica em produtos da unidade.
  4. A Química Amparo, fabricante da Ypê, apresentou um plano de ações corretivas e comprometeu-se a adequar os processos às exigências regulatórias.
  5. Após análise técnica, a Anvisa autorizou a fábrica a retomar a produção, mas continuará monitorando o cumprimento das medidas sanitárias e ações da empresa.

A Ypê agradeceu a confiança e a compreensão dos consumidores, destacando o apoio como essencial para reforçar seu propósito. A empresa reafirmou o compromisso com a normalização gradual das operações e a segurança dos seus produtos.

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