DRAMA MIGRATÓRIO LATINO
Violência na Guatemala interrompe sonho de família deportada dos EUA
Após deportação de Nixon Pérez Paz e retorno voluntário de Glendy González de la Cruz, casal é encontrado morto; filha de 14 meses sobreviveu ao lado dos pais.
A busca por segurança e dignidade de uma família guatemalteca terminou em tragédia após a deportação forçada de Nixon Pérez Paz dos Estados Unidos. O casal, que tentava reconstruir a vida em seu país de origem, foi encontrado sem vida em 21 de julho, em um canavial no município de San Andrés Villa Seca. A vítima, Nixon Pérez Paz, de 43 anos, havia sido deportado em maio de 2025 após ser detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE). Sua companheira, Glendy González de la Cruz, de 25 anos, permaneceu inicialmente nos Estados Unidos, mas decidiu retornar à Guatemala um ano depois para reunir a família e proteger as três filhas, temendo perder a guarda das crianças. O cenário encontrado pela polícia foi devastador: os corpos de Nixon e Glendy apresentavam sinais de execução, com mãos amarradas e ferimentos por arma de fogo. Próximo aos pais, a filha mais nova do casal, de apenas 14 meses, foi resgatada viva, porém em estado grave de desidratação. O histórico de tensão migratória que culminou nesta tragédia começou em abril de 2025, quando Nixon foi preso por agentes do ICE em Overland, no Missouri. O governo norte-americano justificou a deportação citando condenações prévias do imigrante, enquanto entidades como o Missouri Workers Center (MWC) denunciam a falência de um sistema que força famílias vulneráveis ao desamparo e à violência extrema em seus países de origem. As autoridades locais, por meio da Polícia Nacional Civil (PNC) e do Ministério Público, seguem investigando a autoria e a motivação do crime. Até o momento, não há informações sobre prisões, e o caso permanece em aberto, sem possibilidade de recurso por parte da família, que agora enfrenta o luto e a incerteza sobre o futuro das filhas sobreviventes.
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