DIPLOMACIA E TENSÕES
Mauro Vieira exige fim das agressões de Javier Milei contra o Brasil
Chanceler brasileiro aponta que normalização das relações com a Argentina depende de respeito institucional e rebate pressões dos EUA.
A normalização das relações bilaterais entre Brasil e Argentina está condicionada à interrupção das agressões verbais recorrentes de Javier Milei contra o governo brasileiro, suas instituições e membros da Suprema Corte. O posicionamento foi oficializado pelo chanceler Mauro Vieira em entrevista ao jornal Clarín, ressaltando que a integridade institucional deve sobrepor-se a preferências ideológicas de governantes.
As declarações ocorreram em Cali, na Colômbia, na sexta-feira (7), durante a cerimônia de posse do presidente Abelardo de La Espriella. Na ocasião, o diplomata defendeu que os vínculos históricos e comerciais entre os dois países são prioritários.
Sobre as tensões com os Estados Unidos, Mauro Vieira classificou como uma violação da Convenção de Viena a conduta de Washington em relação à indicação de embaixador no Brasil. A crise agravou-se com a suspensão do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti, medida interpretada pelo governo brasileiro como uma pressão indevida para a aceitação do nome indicado pelo governo Trump, Daniel Perez.
O ministro reafirmou a postura pragmática do país, destacando que o Brasil rejeita alinhamentos automáticos ou imposições externas. Sobre a pressão dos Estados Unidos para a redução da influência da China — principal parceira comercial brasileira —, o chanceler enfatizou que as decisões nacionais são guiadas pelo interesse econômico soberano e não por vetos ideológicos.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário