TRANSPARÊNCIA NA SEGURANÇA
Agentes do ICE serão equipados com câmeras corporais até o fim de agosto
Medida visa garantir maior fiscalização em abordagens federais; registros serão utilizados em casos de incidentes graves sob custódia.
O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) concluirá a implementação de câmeras corporais em todo o efetivo operacional até o final de agosto. A decisão foi anunciada pelo diretor interino da agência, David Venturella, neste sábado (08), antecipando o cronograma estabelecido anteriormente para a adoção da tecnologia.
A medida busca aumentar a transparência em interações críticas. Segundo as diretrizes da agência, as gravações poderão ser divulgadas com maior celeridade em situações envolvendo ferimentos graves ou óbitos de indivíduos sob custódia, embora a divulgação possa ser restringida para proteger o sigilo de investigações em curso ou preservar a privacidade dos envolvidos.
O impulso para a medida ocorreu após episódios fatais envolvendo abordagens de trânsito no Maine e no Texas no mês passado. Os incidentes geraram protestos e ampliaram o debate público sobre a ausência de registros visuais durante operações federais. Anteriormente, Kristi Noem, então chefe do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, já havia sinalizado que a expansão do programa dependeria da disponibilidade orçamentária.
Reforçando a nova política, Tom Homan, responsável pela estratégia de fronteiras do governo Trump, determinou que o uso de ao menos uma câmera corporal será obrigatório em todas as abordagens de veículos realizadas pelo ICE. A implementação definitiva das câmeras representa uma mudança significativa na rotina operacional dos agentes em solo americano.
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