IMUNIZAÇÃO CONTÍNUA
Vacinação antirrábica em Teresina segue na Gerência de Zoonoses após campanha
Posto fixo na Zona Norte mantém serviço gratuito para cães e gatos, mesmo após o fim da campanha oficial de 2026. Medida visa garantir a proteção diante de cobertura vacinal abaixo do ideal.
A vacinação antirrábica para cães e gatos continua em Teresina, mesmo após o encerramento da campanha oficial de 2026. A Fundação Municipal de Saúde (FMS) garante o acesso gratuito à imunização na Gerência de Zoonoses, localizada no bairro Acarape, na Zona Norte. A decisão de manter o posto fixo em funcionamento todos os dias, incluindo fins de semana e feriados, das 8h às 17h, visa assegurar a proteção dos animais e da população contra a doença, especialmente após a constatação de que a cobertura vacinal em cães ficou abaixo do ideal recomendado pelo Ministério da Saúde.
A campanha deste ano vacinou 125.365 animais, sendo 83.340 cães e 42.025 gatos. A última etapa da mobilização ocorreu em 16 de maio, nas zonas Sul e Sudeste da capital. Contudo, a FMS informou que apenas 59% dos cães receberam a dose, um percentual significativamente inferior aos 80% necessários para estabelecer a chamada imunidade de rebanho e proteger a comunidade de forma eficaz.
A raiva é uma doença viral com altíssima letalidade, capaz de afetar tanto animais quanto seres humanos. A transmissão ocorre, principalmente, por meio de mordidas, arranhões ou lambidas de animais infectados, como morcegos, saguis e outros mamíferos, sendo cães e gatos os vetores mais comuns em áreas urbanas devido ao contato direto com pessoas. A vacinação anual é apontada pela médica veterinária Oriana Bezerra, da Gerência de Zoonoses, como a principal e mais eficaz estratégia de prevenção. "A vacinação anual é a principal forma de proteção contra a raiva, doença fatal tanto para animais quanto para humanos, com letalidade próxima a 100%", ressaltou.
O reforço na vacinação ganha ainda mais urgência diante de um caso recente que chocou o estado. Em 17 de abril, um adolescente de 17 anos faleceu no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina, após contrair raiva humana. A infecção ocorreu mais de um mês depois de o jovem ter sido mordido por um sagui na zona rural de Oeiras, no Sul do Piauí. Ele apresentou os primeiros sintomas desorientação, vômito e febre persistente em 11 de abril, após cerca de 40 dias da agressão pelo animal silvestre. Os exames que confirmaram a doença foram realizados no Rio de Janeiro.
A FMS orienta que todos os tutores que não conseguiram vacinar seus animais durante a campanha oficial procurem o posto fixo na Gerência de Zoonoses para garantir a imunização.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário