APOSTAS ILEGAIS
Um em cada quatro apostadores online usa sites ilegais diariamente, aponta Ministério da Fazenda
Levantamento do Ministério da Fazenda revela que 25,2 milhões de brasileiros utilizam plataformas não autorizadas, com 80% das perdas ligadas a danos à saúde. Governo anuncia pacote de medidas para coibir a prática.
O uso de apostas on-line ilegais já atinge uma parcela significativa da população brasileira, com uma em cada quatro pessoas que apostam pela internet utilizando plataformas sem autorização diariamente. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 19/06/2026, pelo Ministério da Fazenda, durante o anúncio de um pacote de medidas do governo federal para combater o mercado ilegal de apostas.
Na mesma ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que reforça o bloqueio de recursos ligados a essas operações. A decisão visa a coibir a prática que tem gerado impactos econômicos e sociais de aproximadamente R$ 38,8 bilhões por ano, sendo que cerca de 80% dessas perdas estão associadas a prejuízos à saúde dos usuários.
As estimativas do Ministério da Fazenda apontam que o Brasil conta com cerca de 25,2 milhões de apostadores em sites ilegais. Mais da metade desse público realiza apostas pelo menos uma vez por semana, evidenciando a frequência e a disseminação desse tipo de prática.
O perfil desses apostadores revela uma predominância de jovens e pessoas de menor renda. De acordo com as estimativas, 69% têm entre 18 e 29 anos e 63% vivem em famílias com renda de até dois salários mínimos. O governo destaca que a estratégia de combate segue uma lógica semelhante à usada no enfrentamento ao crime organizado, incluindo mecanismos como o perdimento de bens de empresas envolvidas na exploração ilegal dessas apostas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a regulação do mercado de bets em dezembro do ano passado, após aprovação no Congresso. Agora, o decreto reforça o bloqueio de recursos e prevê o encaminhamento de valores apreendidos ao Fundo de Segurança Pública, buscando proteger a dignidade e a saúde dos cidadãos mais vulneráveis a essa prática.
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