TRANSPARÊNCIA NAS ELEIÇÕES

TSE estuda criação do Selo Acurácia para validar institutos de pesquisa

Nunes Marques durante posse no TSE
Nunes Marques durante posse no TSE

Proposta apresentada pelo ministro Nunes Marques visa certificar institutos de pesquisa com base na aderência aos resultados das urnas, com prazo para sugestões até 17 de julho de 2026.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou a discussão sobre a implementação de um novo mecanismo de aferição técnica para institutos de opinião pública. Em reunião realizada nesta terça-feira, 14/07/2026, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, apresentou a minuta de uma portaria que estabelece o Selo Acurácia Eleitoral, cujo objetivo é reconhecer o desempenho de empresas que apresentem levantamentos com maior precisão em relação aos resultados oficiais das votações.

A medida busca aumentar a confiança do cidadão no processo democrático, garantindo que as informações divulgadas à sociedade reflitam, com maior fidelidade, o cenário político real. A iniciativa, debatida com representantes do setor, incluindo o PoderData, pretende mitigar riscos de desinformação. O ministro Nunes Marques abriu prazo para que as entidades interessadas enviem sugestões de aprimoramento ao texto até 17 de julho de 2026, data após a qual o ato normativo deve ser formalizado.

Do ponto de vista técnico, a implementação ocorre via portaria, o que confere ao presidente do TSE autonomia para a decisão, sem necessidade de submissão ao plenário do Tribunal. A aplicabilidade das regras para as eleições de 2026 permanece em análise, considerando a possibilidade de incidência do princípio da anualidade, o que poderia postergar a vigência para 2028.

A discussão ganha corpo em meio a embates judiciais recentes, como o envolvendo a Quaest sobre a divulgação de pesquisas acerca do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o financiamento de obras audiovisuais, caso que aguarda retomada após pedido de vista da ministra Estela Aranha. O ministro Nunes Marques reforçou que a regulação visa evitar distorções no convencimento do eleitor.

De acordo com a proposta, a certificação contemplará pesquisas divulgadas publicamente, incluindo as de boca de urna e as publicadas até sete dias antes do pleito, excluindo empresas condenadas por irregularidades técnicas.

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