NEGOCIAÇÕES AVANÇAM
Trump anuncia proximidade de acordo com o Irã e reafirma veto nuclear
Presidente dos EUA, Donald Trump, indica progresso em tratativas com Teerã e reforça que o país não poderá desenvolver armas nucleares. Acordo preliminar prevê abertura do Estreito de Ormuz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em 24 de maio de 2026 que as negociações com o Irã estão se tornando "muito mais profissionais e produtivas". A decisão de intensificar o diálogo ocorre após semanas de tensões e rejeições mútuas em propostas anteriores, sinalizando um possível avanço para encerrar o conflito iniciado em fevereiro. A importância desta etapa reside na possibilidade de estabilizar a região do Oriente Médio e evitar um agravamento da crise. Trump, por meio de sua conta na rede social X, orientou os representantes americanos a não terem pressa, pois o tempo joga a favor do governo dos EUA. "As negociações estão progredindo de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes para não se precipitarem em um acordo enquanto o tempo estiver a nosso favor. (...) Ambos os lados devem ter calma e fazer tudo certo. Não pode haver erros! Nossa relação com o Irã está se tornando muito mais profissional e produtiva. Eles precisam entender, no entanto, que não podem desenvolver ou adquirir uma arma ou bomba nuclear", escreveu Trump. A postura reforça um dos pontos cruciais para os Estados Unidos: a proibição definitiva do desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã. O conflito, que se arrasta há semanas, tem o Estreito de Ormuz como um ponto central de discórdia e potencial cooperação. Trump declarou que o bloqueio militar imposto pelos EUA nos portos iranianos "permanecerá em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado". Em paralelo, fontes iranianas, como o conselheiro militar do líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, defendem o "direito legal" do país em administrar o estreito para garantir sua segurança nacional, com Mohsen Rezaei afirmando que a gestão iraniana "põe fim a 50 anos de insegurança no Golfo Pérsico". Um rascunho divulgado pelo site de notícias Axios, citando um membro do governo dos Estados Unidos, detalha os termos preliminares de um acordo de paz. O plano prevê a abertura irrestrita do Estreito de Ormuz durante um período de 60 dias, com o Irã se comprometendo a remover minas instaladas na região. Em contrapartida, os EUA suspenderiam o bloqueio naval aos portos iranianos e concederiam isenções de sanções para permitir a venda livre de petróleo pelo Irã, além de desbloquear fundos iranianos. O acordo também incluiria o compromisso do Irã em nunca desenvolver armas nucleares, suspender seu programa de enriquecimento de urânio e aceitar a remoção de seu estoque de urânio altamente enriquecido. Fontes próximas às negociações indicam que o Irã já forneceu aos EUA, por meio de mediadores, compromissos verbais sobre essas concessões. A agência de notícias iraniana Tasnim estima que, com a liberação do Estreito de Ormuz, o trânsito de navios retorne ao normal em 30 dias. Na véspera do anúncio de Trump, no sábado (23), o presidente americano já havia manifestado otimismo sobre a proximidade do acordo, embora também tenha emitido um aviso severo sobre a possibilidade de "explodi-los em mil infernos" caso um consenso não fosse alcançado até o domingo (24). A declaração final, feita em 24 de maio de 2026, reafirma a postura de cautela e determinação dos EUA nas tratativas.
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