TENSÃO NO GOLFO
Donald Trump nega conversas com Irã enquanto Catar busca saída diplomática
O presidente dos Estados Unidos descartou negociações imediatas com Teerã, mantendo o bloqueio naval. Enquanto isso, o Catar articula uma mediação regional.
O presidente dos EUA, Donald Trump, refutou a existência de qualquer negociação em andamento ou futura com o Irã, sinalizando a persistência do impasse diplomático entre as nações. A declaração foi feita nesta terça-feira (18), reforçando a manutenção das sanções e a postura de rigidez da atual gestão americana.
Ao abordar a situação logística, Donald Trump assegurou que o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos permanece em pleno vigor. Conforme o posicionamento oficial, o Estreito de Ormuz encontra-se operacional, com a garantia de que dispositivos explosivos aquáticos foram neutralizados. A continuidade dessa medida impacta diretamente a rotina de tripulantes e o fluxo comercial da região, afetando a estabilidade econômica global.
A tensão foi ampliada pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. O negociador de Teerã acusou Washington de tentar forçar concessões por meio de pressões econômicas, criticando abertamente o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Para Teerã, a estratégia americana é vista como uma tentativa de sobrepor exigências além do que fora previamente acordado.
Em paralelo, o governo do Catar busca alternativas para o arrefecimento dos conflitos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Doha, Majed al-Ansari, sugeriu que um entendimento entre Irã e Omã sobre a administração do Estreito de Ormuz seria um passo fundamental para viabilizar o diálogo com Washington.
Enquanto os esforços diplomáticos enfrentam obstáculos, o cenário no setor marítimo revela o impacto real da crise. Dados da MarineTraffic mostram que o tráfego no Estreito de Ormuz e no Bab el-Mandeb segue operando com níveis significativamente inferiores aos registrados antes do início do conflito. A média diária, que costumava atingir 110 navios, permanece retraída, gerando incertezas para as cadeias de suprimentos mundiais.
Além dos riscos físicos, marinheiros enfrentam o desafio da falsificação de sinais de GPS nas proximidades dos canais. A persistente interferência nas coordenadas das embarcações compromete a segurança da navegação e dificulta o monitoramento preciso do tráfego, representando um risco contínuo para o setor marítimo internacional.
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