DECISÃO JUDICIAL GARANTE DIREITO

TJRN suspende escolha de desembargador para garantir ampla defesa de Henrique Baltazar

Fachada da Nova Sede do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN)
Nova Sede do TJRN

Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) suspendeu o julgamento de acesso do juiz Henrique Baltazar à vaga de desembargador, atendendo a pedido de defesa e assegurando devido processo legal.

Nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) suspendeu o julgamento que decidiria o acesso do juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos ao cargo de desembargador. A decisão, tomada pelo Pleno da Corte, visa garantir o direito à ampla defesa do magistrado diante de fatos novos relacionados a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado por ele. O processo, iniciado em cumprimento a uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), agora aguarda manifestação da defesa antes de prosseguir.

A interrupção do julgamento ocorreu em virtude do surgimento de novas informações relativas ao TAC firmado pelo juiz Henrique Baltazar, que concorre à vaga aberta com a aposentadoria do desembargador Vivaldo Pinheiro. O TJRN informou, em nota oficial divulgada nesta quinta-feira, que a suspensão foi um ato de respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório. Advogados de defesa terão prazo para se manifestar sobre os novos elementos que compõem o processo, assegurando que a dignidade do magistrado e a validade do procedimento sejam preservadas.

Nova Sede do TJRN

O Tribunal reforçou que o procedimento para o preenchimento da vaga foi iniciado seguindo determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Com a suspensão, o processo retorna à pauta do Pleno para nova deliberação após o decurso do prazo para manifestação da defesa. Essa medida garante que todos os aspectos sejam devidamente analisados, evitando comprometimento da lisura do processo.

Foi confirmado pelo TJRN a existência de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que envolve o magistrado e deu origem ao TAC. Este procedimento tramita em sigilo, preservando as informações individuais até que haja conclusão.

A sessão administrativa de quarta-feira, 17 de junho de 2026, foi marcada por debates entre desembargadores. O presidente da Corte, desembargador Ibanez Monteiro, optou pela suspensão da análise do mérito após a apresentação de fatos considerados novos pelo desembargador Saraiva Sobrinho. A decisão buscou assegurar a legalidade e a integridade do trâmite. Um dos desembargadores, Claudio Santos, registrou voto contrário à suspensão e mencionou uma possível 'orquestração' para impedir a promoção do magistrado.

A maioria do Pleno acatou a posição da Presidência, compreendendo a necessidade de submeter os novos fatos ao contraditório. A decisão limita-se a abrir prazo para a manifestação da defesa, assegurando um julgamento justo e equitativo, em consonância com os princípios que regem a administração da Justiça e o respeito aos direitos individuais.

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