MERCADO AGRÍCOLA EM AJUSTE

Terceira safra pressiona preços do feijão-carioca segundo o Cepea

Sacos de feijão sendo processados em armazém agrícola.
Colheita de feijão em campo brasileiro refletindo o aumento da oferta da terceira safra.

O aumento da oferta da leguminosa reduz custos para produtores e sinaliza possível alívio ao consumidor final.

O aumento gradual da colheita da terceira safra de feijão intensificou a pressão sobre os valores do feijão-carioca no mercado nacional, conforme aponta o levantamento realizado pelo Cepea (Centro de Estudos em Economia Aplicada). A decisão de mercado, impulsionada pelo avanço da disponibilidade do produto, reflete diretamente na economia das famílias brasileiras e na dinâmica de comercialização nesta segunda-feira, 20/07/2026.

Os dados coletados indicam uma tendência de desvalorização para o feijão-carioca. Em Belo Horizonte, a saca da leguminosa era negociada a R$ 328,00, registrando uma queda de 3,12% em comparação ao dia anterior e um recuo de 4% em relação ao período de uma semana antes. Essa movimentação é um reflexo direto da maior oferta que chega às unidades processadoras.

Por outro lado, o cenário do feijão-preto apresenta nuances distintas. A confirmação de uma safra com volume reduzido tem sustentado as cotações, embora a demanda interna retraída impeça valorizações mais agressivas. Em Curitiba, o valor ao produtor atingiu R$ 221,80, mantendo certa estabilidade com variações modestas de 0,31% no dia e 1% na semana.

Apesar da tendência de baixa observada no campo, o impacto no varejo ainda não é imediato. Segundo pesquisadores do Cepea, os supermercados continuam repassando os custos acumulados durante a primeira e a segunda safras. A transição entre os preços pagos ao agricultor e os valores nas gôndolas permanece como um desafio para a estabilidade do poder de compra da população.

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