MERCADO DE TRABALHO EM ALTA

Taxa de desemprego no Brasil atinge 5,6% em maio, o menor patamar para o mês na série histórica

Gráfico mostrando a queda na taxa de desemprego no Brasil.
Nível de desemprego fica em 5,6% e cai ao menor nível para maio.

Indicador divulgado pelo IBGE em 26 de junho é o menor para o mês desde 2012. Número de desocupados cai e população ocupada aumenta, impulsionando o rendimento médio real.

O Brasil atingiu uma marca histórica no mercado de trabalho: a taxa de desemprego recuou para 5,6% no trimestre móvel encerrado em maio. A decisão, baseada em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa o menor resultado para o mês desde o início da série histórica, iniciada em 2012. Essa queda significativa no desemprego, inferior aos 5,8% do trimestre anterior e aos 6,2% de maio de 2025, reflete um movimento de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra, com impacto direto na dignidade e nas perspectivas de milhares de famílias brasileiras.

Segundo o IBGE, o País encerrou o período com 6,1 milhões de desocupados, uma redução expressiva de 9,3% em relação ao ano anterior. Paralelamente, a população ocupada alcançou 102,7 milhões de pessoas, um crescimento de 0,5% em comparação com o trimestre anterior. O analista William Kratochwill ressalta que essa mínima histórica para o período demonstra uma "tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra", o que se traduz em mais oportunidades e estabilidade para os trabalhadores e suas famílias.

Gráfico mostrando a queda na taxa de desemprego no Brasil.
O nível de desemprego cai para 5,6%, o menor para maio desde 2012.

O rendimento médio real habitual manteve-se em patamar elevado, registrando R$ 3.726 mensais. Esse valor estável na comparação trimestral e 4% superior ao do ano anterior contribui para a melhoria do poder de compra das famílias. A taxa de informalidade, que representa 37,3% da população ocupada (ou 38,3 milhões de trabalhadores), e a contribuição para a previdência social, que abrange 66,6% dos ocupados (68,4 milhões de pessoas), também são indicadores importantes que moldam o cenário socioeconômico do País.

Estes dados reforçam a recuperação robusta do mercado de trabalho após os desafios da pandemia, período em que a taxa de desemprego atingiu picos alarmantes. Contudo, o olhar atento dos economistas se volta para a qualidade das vagas geradas, a evolução da produtividade e da renda, e os efeitos contínuos do cenário de juros elevados na sustentabilidade da criação de empregos. A análise aprofundada desses fatores será crucial para garantir que os avanços recentes se consolidem e beneficiem a sociedade em sua totalidade.

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