DEBATE ELEITORAL ACIRRADO

Tarcísio exalta gestão de Ricardo Nunes e Haddad contesta contas de SP

Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad durante debate político.
Candidatos ao governo de SP debatem propostas e criticam gestões anteriores durante encontro televisivo.

Governador defende administração da capital enquanto petista alerta para endividamento e investigações em curso

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aproveitou o encerramento do debate eleitoral para exaltar a gestão de Ricardo Nunes (MDB) na prefeitura de São Paulo. O posicionamento, realizado ao fim do terceiro e último bloco do encontro, serviu como contraponto direto à administração de Fernando Haddad (PT), que governou a cidade entre 2013 e 2016.

Durante sua fala, Tarcísio de Freitas classificou Ricardo Nunes como o maior prefeito da história da cidade, destacando índices de aprovação e a presença de obras em periferias como indicadores de sucesso. Em contrapartida, o governador criticou a gestão anterior de Fernando Haddad, citando falhas na entrega de equipamentos de saúde, como UPAS e UBS, e a baixa performance eleitoral do petista ao tentar a reeleição.

A menção a Fernando Haddad baseia-se em dados históricos. Segundo pesquisa Datafolha registrada em julho de 2016, a gestão petista encerrou seu mandato com 48% de avaliação ruim ou péssima, figurando como uma das mais baixas já registradas para o Executivo municipal da capital paulista.

O cenário de embate ganhou contornos mais graves nas considerações finais de Fernando Haddad. O ex-prefeito questionou a saúde financeira da capital sob o comando de Ricardo Nunes, alertando para um aumento expressivo no endividamento público. Além disso, citou suspeitas envolvendo a produtora do filme sobre Bolsonaro, que é objeto de investigação da Polícia Civil do Estado.

O debate orçamentário encontra suporte técnico na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) divulgada em maio deste ano. O documento oficial projeta uma alta de 18,5% na dívida consolidada líquida da cidade até 2027, atingindo o patamar de R$ 51,2 bilhões. O montante representa um salto em relação aos R$ 20,1 bilhões registrados em 2025, impactando diretamente o planejamento fiscal do município para os próximos exercícios.

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