DEBATE ELEITORAL RS

Candidatos ao governo do RS debatem alianças e prioridades para o estado

Foto dos quatro candidatos ao governo do RS durante debate eleitoral.
Candidatos ao governo do Rio Grande do Sul durante o debate na Band.

Gabriel Souza, Juliana Brizola, Luciano Zucco e Marcelo Maranata discutiram estratégias para educação, segurança e saúde em encontro na Band.

Candidatos ao governo do Rio Grande do Sul debateram o futuro do estado e divergiram sobre alianças políticas durante o primeiro confronto televisionado do pleito. O encontro ocorreu neste domingo (9), na Band, onde temas cruciais para a qualidade de vida da população, como educação, saúde e segurança pública, foram colocados em pauta.

Educação e futuro profissional

O foco na qualificação técnica foi o ponto de convergência entre os postulantes. Luciano Zucco (PL) destacou que a prioridade deve ser uma formação sólida desde o início, enquanto Juliana Brizola (PDT) defendeu a expansão das escolas de tempo integral com foco no ensino técnico. O atual governador, Gabriel Souza (MDB), pontuou que o estado já conta com 50 mil jovens matriculados em cursos técnicos e pretende ampliar o alcance por meio de parcerias com o Sistema S, Sesc, Senac, Sesi e Senai. Já Marcelo Maranata (PSDB) sugeriu a integração do aprendizado com noções de empreendedorismo e educação financeira.

Segurança e tecnologia

No campo da segurança pública, o debate girou em torno de inteligência policial e transparência. Maranata ressaltou a necessidade de integração entre a PF, PM e PC para desarticular facções criminosas. Juliana Brizola manifestou apoio ao uso de câmeras corporais, enquanto Gabriel Souza reforçou que o governo de Eduardo Leite já havia iniciado a implementação dos equipamentos. Zucco, por sua vez, prometeu uma postura rígida na gestão dos presídios e valorização da Polícia Civil, da Guarda Policial e da Polícia Militar.

Saúde e filas de espera

A crise no SUS (Sistema Único de Saúde), evidenciada por longas filas de espera, foi um dos momentos de maior tensão. Gabriel Souza questionou a articulação federal para a correção da tabela SUS, enquanto Maranata propôs fortalecer a Tabela SUS Gaúcho para viabilizar hospitais. Zucco sugeriu a descentralização de especialistas para postos de saúde, e Brizola defendeu parcerias mais assertivas entre os setores público e privado para suprir as demandas da população.

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