ELEIÇÕES 2026 DEBATE
Ausência de Moro em debate no PR gera críticas de adversários
Candidatos Requião Filho e Sandro Alex questionam postura do senador Sergio Moro; educação e privatização da Copel marcam o encontro.
A ausência do senador Sergio Moro (PL) no primeiro debate entre candidatos ao governo do Paraná provocou reações imediatas e duras críticas por parte dos demais postulantes ao cargo. A decisão de Moro de não comparecer ao evento, que ocorreu no domingo, foi motivada por discordâncias sobre o formato das discussões, classificando-as como um terreno de ataques desproporcionais e estratégias combinadas por oponentes.
Durante o encontro, transmitido pela TV Bandeirantes em parceria com a TV Cultura, Gazeta e Jovem Pan, Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) aproveitaram o espaço para questionar o preparo do senador para a gestão estadual. Requião Filho chegou a rotular Moro como "fujão", enquanto Sandro Alex, em sua abertura, classificou a ausência como um gesto de "covardia" e falta de respeito com o eleitor paranaense.
O foco do debate se voltou rapidamente para temas estruturantes da sociedade, como a educação. O modelo de escolas cívico-militares no Paraná foi o centro de um confronto ideológico e administrativo. Enquanto Sandro Alex defendeu o sistema, citando números positivos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, Requião Filho rebateu ao afirmar que pretende revisar o formato, argumentando que a atual gestão utiliza a educação como propaganda em vez de uma estratégia pedagógica sólida.
Outro ponto de tensão foi a privatização da Copel. Requião Filho levantou preocupações sobre a perda de influência do Estado na companhia e mencionou riscos para a indústria local e o agronegócio devido ao custo da energia. Em resposta, Sandro Alex sustentou que a modernização da empresa foi essencial para a eficiência operacional, garantindo que o Estado mantém o poder de veto e dividendos importantes para o erário.
O cenário eleitoral permanece em disputa, com Moro liderando as pesquisas de intenção de voto. A ausência de candidatos em debates televisivos, embora permita evitar o confronto direto, impõe desafios sobre a transparência do processo democrático, impactando diretamente o direito do cidadão de avaliar propostas de forma comparativa antes de decidir o futuro do Estado.
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