DESINFORMAÇÃO EM PAUTA
Tabata Amaral: PL da Misoginia sofre ataques 'mentirosos' na Câmara
Proposta que criminaliza ódio contra mulheres é alvo de desinformação. Grupo de trabalho ouvirá vítimas por 4 semanas.
A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) denunciou, nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, uma intensa onda de desinformação e ataques "mentirosos" que visam desacreditar o Projeto de Lei da Misoginia. Relatora da proposta na Câmara dos Deputados, Amaral alertou, em entrevista à CNN, que, apesar de o texto ter sido aprovado por unanimidade no Senado Federal, parlamentares e outros atores têm espalhado fake news, comprometendo a discussão sobre um tema crucial para a proteção da dignidade das mulheres e o combate ao ódio.
A parlamentar ressaltou que o Projeto de Lei chegou à Câmara após receber apoio de diversas frentes políticas no Senado, incluindo esquerda, direita e todas as bancadas partidárias. Contudo, essa ampla aceitação inicial não impediu a disseminação de informações falsas. "Infelizmente, ainda está acontecendo uma onda de fake news, de ataques mentirosos ao projeto", declarou Amaral, sublinhando a gravidade da situação.
Entre os casos de desinformação, a deputada destacou que alguns parlamentares chegaram a utilizar trechos de outros projetos de lei, sem qualquer conexão com o PL da Misoginia, para criticar a proposta. "Teve parlamentar que usou trecho de outro projeto que não tinha nada a ver. Enfim, tem gente inventando todo tipo de história", afirmou, expondo a estratégia deliberada de deturpação.
Tabata Amaral fez questão de esclarecer a simplicidade do projeto, que ocupa apenas uma página, e reiterou que um dos objetivos do grupo de trabalho é justamente informar a sociedade sobre o verdadeiro escopo da proposta. Ela também enfatizou a importância do diálogo respeitoso, mesmo com opiniões divergentes. "Ouvir quem pensa diferente, mas dialoga com respeito. É isso que eu vou fazer e estou fazendo enquanto relatora", disse, reiterando seu compromisso com a transparência.
Para aprimorar o texto recebido do Senado e buscar um consenso, o grupo de trabalho da Câmara realizará, ao longo das próximas quatro semanas, audiências com diversos atores sociais. A partir de quarta-feira, 14 de maio de 2026, serão ouvidas vítimas, mães de vítimas, advogados, juristas, delegadas e peritas. "Quem atua com isso na ponta para que a gente possa melhorar", explicou Tabata Amaral, buscando garantir que a legislação reflita as necessidades e experiências de quem mais sofre com a misoginia.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário