NOVO TRATAMENTO SUS
SUS incorpora venetoclax e azacitidina para tratar leucemia mieloide aguda em adultos
Medicamentos combinados serão oferecidos a pacientes recém-diagnosticados com LMA que não podem receber quimioterapia intensiva. Decisão foi publicada no Diário Oficial.
O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) o uso do venetoclax em combinação com azacitidina para o tratamento de adultos com leucemia mieloide aguda (LMA) recém-diagnosticada e que não podem ser submetidos à quimioterapia intensiva.
A decisão, publicada nesta segunda-feira, 15/06/2026, determina que as áreas técnicas do Ministério terão até 180 dias para efetivar a oferta do tratamento na rede pública. A incorporação visa atender um grupo específico de pacientes considerados inelegíveis para os esquemas convencionais mais agressivos de quimioterapia, geralmente devido à idade avançada, fragilidade clínica ou outras condições de saúde.
A leucemia mieloide aguda é um câncer agressivo que se origina na medula óssea. Ele ocorre quando células anormais se multiplicam descontroladamente, comprometendo a produção de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, elementos essenciais para a defesa e o funcionamento do organismo. Os sintomas incluem cansaço intenso, palidez, febre, infecções frequentes, hematomas espontâneos e sangramentos. Nas formas agudas, esses sinais podem surgir em poucas semanas, exigindo tratamento imediato.

É importante notar que a leucemia não é uma doença única; ela engloba diferentes tipos de cânceres do sangue, divididos em agudas e crônicas, e mieloides ou linfoides. As formas agudas, como a LMA, são consideradas emergências clínicas pela sua rápida evolução e necessidade de tratamento agressivo. As mieloides afetam células precursoras de glóbulos vermelhos e plaquetas, enquanto as linfoides atingem os linfócitos, cruciais para a defesa do corpo.
O diagnóstico da LMA geralmente começa com alterações no hemograma e é confirmado por exames da medula óssea e testes genéticos. Essas análises moleculares ajudam a prever a resposta ao tratamento e o risco de recidiva, definindo o subtipo da doença e direcionando a abordagem terapêutica mais adequada. As opções de tratamento incluem quimioterapia convencional, terapias-alvo, imunoterapia, medicamentos orais e, em alguns casos, transplante de medula óssea, especialmente para pacientes mais jovens ou com maior risco.
O venetoclax, um medicamento de terapia-alvo, atua bloqueando proteínas que auxiliam na sobrevivência das células tumorais. A azacitidina, por sua vez, interfere no crescimento e multiplicação das células doentes. A combinação desses dois fármacos demonstra ser uma alternativa promissora para pacientes com LMA que não toleram a quimioterapia intensiva, cenário comum em idosos ou pessoas com comorbidades. Essa incorporação ao SUS representa um avanço significativo, oferecendo novas esperanças e estratégias de tratamento mais personalizadas, visando a melhoria da dignidade e da qualidade de vida dos pacientes.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário