DIREITOS TRANS GARANTIDOS

STJ determina que plano de saúde arque integralmente com cirurgia de feminização facial para mulher trans

Ministra Nancy Andrighi
Ministra Nancy Andrighi destacou finalidade terapêutica da cirurgia.

Decisão unânime da 3ª Turma do STJ reforça que procedimentos de afirmação de gênero são essenciais e integram o tratamento de saúde.

{"blocks":[{"key":"12345","type":"paragraph","data":{"text":"A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, de forma unânime, que um plano de saúde deve cobrir integralmente o custo de uma cirurgia de feminização facial para uma mulher transexual. A decisão, concluída na última semana, reconhece o procedimento como parte essencial do processo de afirmação de gênero e do tratamento de saúde, afastando a alegação de que seria meramente estético."}},{"key":"67890","type":"paragraph","data":{"text":"A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, ressaltou que a cirurgia possui finalidade terapêutica, contribuindo para a redução de impactos emocionais e psicológicos decorrentes da incongruência de gênero. A decisão confirmou entendimentos anteriores da Justiça de São Paulo, que já haviam invalidado a negativa de cobertura por parte da operadora Amil."}},{"key":"abcde","type":"paragraph","data":{"text":"A Amil argumentou que o procedimento não constava no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e que a cobertura deveria se limitar ao reembolso padrão. Contudo, os ministros concluíram que a recusa não se justifica pelas hipóteses de exclusão da Lei dos Planos de Saúde, especialmente diante da indicação médica e do reconhecimento técnico do procedimento."}},{"key":"fghij","type":"paragraph","data":{"text":"A decisão do STJ também considerou que a incongruência de gênero está prevista na Classificação Internacional de Doenças (CID-11) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamenta procedimentos de afirmação de gênero, que já integram políticas públicas de saúde, como as oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e constam na Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS)."}},{"key":"klmno","type":"paragraph","data":{"text":"Durante o julgamento, a ministra Daniela Teixeira criticou a demora enfrentada por pessoas trans no acesso a tratamentos reconhecidos pela Justiça. A Amil, em nota, afirmou que realiza procedimentos relacionados à afirmação de gênero e que segue as normas da ANS e os contratos firmados, informando que o caso específico tramita sob segredo de Justiça."}}]}

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