JULGAMENTO NO STJ

STJ decide se mantém anulação da condenação de Adriana Villela no Crime da 113 Sul

Cena do documentário sobre o Crime da 113 Sul exibido pelo Globoplay
Adriana Villela no documentário 'Crime da 113 Sul' — Foto: TV Globo

Ministros analisam recursos do Ministério Público sobre o caso. Defesa de Adriana Villela contesta a condenação de 61 anos de prisão.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) avalia a manutenção da anulação da condenação de Adriana Villela, acusada de ser a mandante do triplo homicídio que vitimou seus pais e a funcionária da família. O julgamento, que retorna à estaca zero após embargos apresentados pelo Ministério Público, busca definir se a sentença de 61 anos de prisão proferida pelo Tribunal do Júri será restabelecida ou se o processo seguirá para um novo rito.

A sessão decisiva ocorre nesta terça-feira (04/08/2026), às 14h. O Ministério Público aponta a existência de omissões e contradições no acórdão, pleiteando o imediato cumprimento da pena. A decisão é fundamental para determinar o desfecho judicial do caso, que gera impacto direto na busca por justiça e na dignidade das famílias das vítimas.

Entenda a anulação

Em setembro de 2025, a Sexta Turma do STJ anulou a condenação original por três votos a dois. O entendimento da maioria foi de que o direito de defesa de Adriana Villela foi prejudicado, uma vez que a defesa não teve acesso tempestivo a vídeos contendo depoimentos utilizados como prova no julgamento. Tais gravações foram exibidas originalmente no documentário "Crime da 113 Sul", produzido pelo Globoplay em 2025.

Durante o trâmite na turma, o relator, ministro Sebastião Reis Júnior, votou pela manutenção da anulação. Já o ministro Rogério Schietti Cruz abriu divergência, defendendo o restabelecimento da condenação. Com o reinício da análise, todos os ministros devem se posicionar novamente.

Histórico do Crime da 113 Sul

O crime ocorreu em 28 de agosto de 2009, na Asa Sul. As vítimas foram o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Guilherme Villela, a advogada Maria Carvalho Mendes Villela e a empregada doméstica Francisca Nascimento da Silva. Os corpos foram localizados três dias depois, em 31 de agosto de 2009. Caso a anulação seja revertida, Adriana Villela poderá retornar à condição de condenada pelo sistema penal.

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