MIRA NA CORRUPÇÃO

STF e PF intensificam combate à corrupção com Operação Compliance Zero

STF e PF intensificam combate à corrupção com Operação Compliance Zero

Mandados de busca e prisão temporária cumpridos em 4 estados, com bloqueio de R$ 18,85 milhões. Ex-ministro Ciro Nogueira é um dos alvos da investigação.

Uma nova fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 07 de maio de 2026, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação busca desmantelar um complexo esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A investigação, que impacta diretamente a confiança pública e a integridade das instituições, tem como um dos alvos o ex-ministro Ciro Nogueira, e busca garantir a dignidade da sociedade ao combater a impunidade.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou-se por meio de nota divulgada por sua equipe, afirmando que acompanha "com atenção" as "graves" informações veiculadas pela imprensa sobre a operação. Ele defende a apuração "com rigor e transparência" pelas autoridades competentes, sempre em respeito ao devido processo legal, e confia na condução do caso pelo ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar reiterou a expectativa de uma investigação ampla sobre o tema.

A Operação Compliance Zero, coordenada pela PF, tem como objetivo aprofundar investigações sobre a alegada trama de corrupção envolvendo lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Nesta quinta-feira, 07 de maio de 2026, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. As ordens, expedidas pelo STF, foram executadas nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

As autoridades também realizaram o bloqueio de bens, direitos e valores no montante de R$ 18,85 milhões, buscando coibir a movimentação de recursos ilícitos e assegurar o ressarcimento aos cofres públicos, caso as acusações se confirmem. As investigações ainda apontam que o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do partido Progressistas e ex-ministro da Casa Civil no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria recebido "vantagens indevidas" do ex-banqueiro e dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro.

Em nota, a defesa de Ciro Nogueira repudiou a operação, declarando que o senador "não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados". Os advogados afirmaram que o parlamentar está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades. É importante ressaltar que as investigações estão em curso e as decisões, como os bloqueios e a prisão temporária, não são definitivas, cabendo recurso e amplos direitos de defesa aos envolvidos.

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