ELEIÇÕES E JUSTIÇA

Romeu Zema propõe anistia a condenados pelo 8 de Janeiro

Romeu Zema em estúdio de televisão durante sabatina eleitoral.
Romeu Zema durante sabatina no Jornal Nacional, discutindo suas propostas para o Brasil.

Candidato do Novo promete revisão de sentenças do STF e defende tribunal não político para os envolvidos na tentativa de golpe.

O candidato à presidência Romeu Zema (Novo) declarou em sabatina realizada na segunda-feira (24/08) que pretende conceder anistia ou submeter os condenados pela tentativa de golpe do 8 de Janeiro a um tribunal que classificou como "não político". A proposta visa reavaliar as sentenças proferidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que o ex-governador de Minas Gerais descreve como resultado de perseguição.

Durante a entrevista concedida ao Jornal Nacional, Romeu Zema afirmou que, embora tenha ocorrido vandalismo e depredação na data, a ausência de disparos de arma de fogo na ocasião justificaria um tratamento diferenciado para os envolvidos. O posicionamento reforça críticas anteriores do político ao Judiciário e aos processos que miram também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Para além das questões jurídicas, o candidato abordou propostas econômicas, prometendo reajustar o salário mínimo e as aposentadorias conforme a inflação. Romeu Zema condicionou ganhos reais acima dos índices inflacionários ao equilíbrio das contas públicas e ao desempenho da economia. Em sua projeção, uma gestão eficiente poderia reduzir a taxa de juros a 6%, gerando uma economia anual de R$ 800 bilhões.

Ao defender sua gestão em Minas Gerais, Romeu Zema afirmou ter revertido um déficit de R$ 11 bilhões para um superávit de R$ 5 bilhões. Contudo, o dado foi confrontado pelos âncoras do programa, que apontaram um aumento da dívida do estado de 98% para 137% do PIB, informação que não foi contestada pelo entrevistado.

Sobre o futuro do mercado de trabalho, o candidato do Novo defendeu a simplificação das leis trabalhistas e a implementação de um regime de pagamento por hora. Segundo Romeu Zema, a medida visa combater a informalidade que atinge cerca de 40 milhões de brasileiros, garantindo que esses trabalhadores passem a contribuir com o sistema previdenciário e tenham acesso a benefícios sociais.

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